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Coronavírus

CIP quer fundo de emergência de 3 mil milhões para empresas

Confederação Empresarial de Portugal sugere "bazuca portuguesa" com fundos de capital de risco, para combater crise.

23 Maio, 2020 - 14:32

Eduarda Pires
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Chama-se “bazuca portuguesa” e é apenas uma de muitas propostas que a CIP levou à reunião da Concertação Social. Segundo avança a agência Lusa, a Confederação Empresarial de Portugal propõe ao Governo que crie um fundo de capitalização de emergência de três mil milhões de euros para empresas, através de fundos de capital de risco.

A ideia é que o capital sirva quer para cobrir prejuízos, quer para financiar investimentos. E que a remuneração das operações de capitalização seja de médio e longo prazo, com rendimento variável ou ligado à evolução económica das empresas. Para a CIP, a referência, nesta situação de crise, seria a simples devolução de capital com retorno indicativo máximo de 2% ao ano”.

Outra das sugestões é para especificamente para os setores da restauração, agências de viagens, comércio e microempresas. Trata-se de uma linha de dívida subordinada que ajude a colmatar os prejuízos sofridos em 2020/2021 e que seria reembolsada a partir do quinto ano por um prazo de mais cinco anos, com uma taxa de juro próxima de 0% nos primeiros dois.

Já no caso das empresas que consigam manter a atividade económica e os postos de trabalho, sem cortes nos salários, a garantia de Estado seria transformada em incentivo não reembolsável (fundo perdido) como apoio ao emprego para os próximos quatro anos.

A Confederação presidida por António Saraiva diz ainda que em situações absolutamente excecionais, poderá haver lugar a “operações de capitalização direta promovidas pelo Estado português no quadro do novo regime de auxílios de Estado”.

A CIP volta ainda a pedir o aumento das linhas de crédito, que estão já “esgotadas”, bem como uma maior capacidade de resposta do sistema financeiro e do sistema de garantia mútuo.

Entre outras propostas, a CIP sugere ainda o “lay-off” em grupos empresariais, o alargamento do regime de diferimento dos impostos e dos pagamentos à Segurança Social, o perdão do segundo pagamento por conta do IRC este ano e uma espécie de “Simplex Covid”.

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