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Coronavírus

Costa promete reforço da testagem e da vigilância nos concelhos de risco

Primeiro-ministro manifestou preocupação com a velocidade de transmissão das infeções de covid-19 nas escolas.

6 Abril, 2021 - 15:36

Daniela Carrilho

“Temos vindo a acompanhar muito de perto a situação. Como se recordam, houve uma testagem de todo o pessoal docente e não docente antes da abertura das creches, do pré-escolar e do 1º ciclo do básico. E, para um reforço do grau de proteção, está em curso uma vacinação massiva de todo o pessoal” docente e não docente de estabelecimentos de ensino, referiu António Costa, em conferência de imprensa, em São Bento, após reunir com os presidentes de câmaras dos sete municípios mais afetados pela covid-19.

Registou-se um aumento de novos contágios entre crianças, principalmente depois da reabertura das escolas, e o chefe do Governo mostrou-se preocupado com esta questão, referindo um novo dado.

“Ao contrário do que aconteceu no primeiro período [deste ano letivo], é que, agora, em resultado desta nova variante [britânica], que tem maior transmissibilidade, em regra, quando é comunicado um caso e quando se faz a testagem generalizada, verificam-se logo outros casos”, revelou Costa.

Nesse sentido, “estão também a ser testadas as respetivas famílias” na sequência de um novo caso diagnosticado numa criança.

“Temos de alargar o universo de vigilância porque, de facto, esta variante, como já tínhamos percebido no final de dezembro, faz aumentar muito significativamente os riscos de transmissão”, salientou.

Os concelhos com mais de 240 casos de covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 15 dias são Alandroal, Carregal do Sal, Moura, Odemira, Portimão, Ribeira de Pena e Rio Maior.

Nestes municípios será reforçada a fiscalização pelas forças de segurança e intensificadas as inspeções às condições sanitárias de habitações temporárias de obras ou colheitas.

De acordo com o primeiro-ministro, em relação aos surtos de covid-19 que se verificam nestes concelhos, há ” um padrão comum, a concentração de pessoas, na habitação precária e temporária associada ou nas grandes obras públicas ou a colheitas, ou, ainda, em trabalhos em unidades industriais que recorrem a habitação local”.

“Vamos articular ações específicas da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), em conjunto com as autoridades de saúde pública, tendo em vista criar melhores condições sanitárias nesses locais de residência e, também, para que se desenvolvam ações de testagem massiva nos casos em que não se encontrem em curso. É preciso detetar pessoas infetadas e quebrar as cadeias de transmissão. Serão reforçadas as ações de fiscalização”, declarou António Costa.

“Ficou estabelecido que, nos próximos 15 dias, haverá um reforço dos efetivos da GNR ou da PSP nos 20 concelhos com mais de 120 casos de covid-19 por cem mil habitantes nos últimos 15 dias”, acrescentou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Questionado sobre a existência de um conflito institucional entre o Governo e o Presidente da República, António Costa classificou como “um não caso”.

“Eu e o Presidente da República tivemos a oportunidade de falar no dia de Páscoa para desejar boa Páscoa a um e a outro. A conversa correu muitíssimo bem e não há nenhum problema do ponto de vista pessoal nem do ponto de vista institucional. Como expliquei já, o Governo não tem nada a referir ou a apontar em relação àquilo que o senhor Presidente da República fez. Pelo contrário, a divergência é entre a interpretação que o Governo faz daquilo que está previsto na Constituição e a interpretação que a Assembleia da República fez. Portanto, relativamente ao Presidente da República é mesmo um não caso”, referiu.

Por fim, António Costa apelou aos portugueses para que vivam este momento de desconfinamento com cautela, dirigindo-se àqueles que pretendem continuar a usufruir do direito de frequentar esplanadas.

“A pandemia não passou, o vírus continua aí e hoje temos a circular uma variante que é mais transmissível, a variante britânica, por isso este vírus com esta variante é bastante transmissível. Todo o cuidado é pouco e o sucesso deste pano de desconfinamento depende muitíssimo da grande disciplina e da forma como conseguimos manter as regras de segurança, distâncias e normas de convívio. Espero que tenhamos todos o máximo de cuidado para que daqui a 15 dias não tenhamos que recuar no plano de desconfinamento”, terminou.

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