Covid-19: Autoridades de Saúde sul-africanas anunciam primeira morte relacionada com vacina

Covid-19: Autoridades de Saúde sul-africanas anunciam primeira morte relacionada com vacina
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A Autoridade Reguladora de Produtos de Saúde da África do Sul (SAHPRA, na sigla em inglês) anunciou hoje a morte de uma pessoa devido à imunização com a vacina Janssen contra a covid-19.

“A SAHPRA foi informada de um caso fatal de síndrome de Guillain-Barré [GBS, na sigla em inglês] após a vacinação com a vacina covid-19 Janssen”, anunciou a instituição de Saúde sul-africana, em comunicado.

“A avaliação de causalidade do caso relatado foi conduzida pelo NISEC [National Immunisation Safety Expert Committee] usando a metodologia da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, acrescentou.

A nota revela que “o caso foi classificado como um evento relacionado com o produto vacinal, em que a imunização com a vacina da covid-19 Janssen foi associada à ocorrência de GBS no recetor da vacina”.

“Os eventos relatados no recetor da vacina foram consistentes com a definição de caso para GBS e nenhuma outra causa provável de GBS foi identificada no momento da doença”, salientou.

De acordo com a autoridade reguladora sul-africana, o síndrome Guillain-Barré “é um evento adverso muito raro, mas grave, que está associado com a administração de várias vacinas e outros medicamentos e também pode ser desencadeado por infeções como o SARS-CoV-2”.

A autoridade de Saúde explicou que “o GBS é uma condição rara que afeta o sistema imunológico do corpo” e os sintomas “podem variar de leves a graves e incluem fraqueza muscular, dor muscular, dormência e formigamento”.

“Em muitos casos, o GBS melhora sem efeitos adversos graves, mas em alguns casos o GBS pode se tornar grave e causar paralisia e outros problemas graves ou com risco de vida, como problemas respiratórios e pressão arterial ou frequência cardíaca anormais”, avançou.

Em 31 de março de 2021, a SAHPRA aprovou o uso na África do Sul da vacina Janssen contra a covid-19 para indivíduos com 18 anos ou mais, com uma dose única de vacinação primária, refere-se no comunicado.