DGS recomenda dose de reforço para pessoas com imunossupressão grave

DGS recomenda dose de reforço para pessoas com imunossupressão grave

Agência Europeia do Medicamento afastou para já quarta dose da vacina para a população em geral.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou a administração de uma dose de reforço da vacina contra a covid-19 em pessoas que tinham sido vacinadas com a dose adicional por terem imunossupressão grave.

“A DGS recomenda a vacinação com doses de reforço em pessoas com imunossupressão grave que receberam uma dose adicional para completar o esquema vacinal primário, com o objetivo de aumentar a proteção desta população contra a covid-19”, adianta a entidade liderada por Graça Freitas em comunicado.

Segundo a mesma fonte, a vacinação com a dose adicional tinha sido anteriormente recomendada às pessoas com imunossupressão, de forma a “possibilitar um nível de proteção adequado e idêntico ao esquema vacinal inicial na população em geral”.

Em 01 de setembro de 2021, a DGS recomendou uma dose adicional da vacina contra a covid-19 para pessoas imunossuprimidas com mais de 16 anos, com Graça Freitas a considerar, na ocasião, que se tratava de “uma nova oportunidade de vacinação” para este grupo específico.

“Isto não é um reforço. É uma dose adicional de vacina, porque pode ter acontecido que, na altura em que estas pessoas foram vacinadas, não estivessem com o seu sistema imunitário com capacidade de reagir à vacina”, explicou à Lusa a diretora-geral na ocasião.

Foram elegíveis para a dose adicional as pessoas que foram vacinadas durante um período de imunossupressão grave, nomeadamente as que realizaram transplantes de órgãos sólidos, pessoas com infeção VIH com contagem de linfócitos T-CD4+ <200/µL, doentes oncológicos e pessoas com algumas doenças autoimunes que tenham efetuado tratamentos.

Semanas depois, iniciou-se a administração da dose de reforço da vacina a pessoas com 65 ou mais anos, com a DGS a dar prioridade às pessoas com 80 e mais anos e utentes de lares e da rede de cuidados continuados.

Segundo os dados da DGS, até quarta-feira tinham recebido a dose de reforço, que está atualmente recomendada para pessoas com 18 ou mais anos de idade, incluindo grávidas, um total de 5,7 milhões de pessoas.

“Para a proteção atempada, a norma salvaguarda, ainda, que a vacinação na grávida é prioritária, pelo risco acrescido de complicações relacionadas com a covid-19 neste grupo”, acrescenta ainda o comunicado.