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Coronavírus

Primeira semana do ano sem discotecas, sem aulas e em teletrabalho

A partir do dia 1 de dezembro, país entra em estado de calamidade, teletrabalho é recomendado e a máscara e certificado digital são obrigatórios.

25 Novembro, 2021 - 17:23

Daniela Carrilho

Com os casos de covid-19 a aumentar diariamente, o Governo reuniu-se em Conselho de Ministros para determinar um novo plano de contenção da pandemia no país.

António Costa apresenta hoje uma estratégia para o controlo da covid-19 em Portugal, apostando mais em medidas preventivas do que restritivas.

O primeiro-ministro começou a sua intervenção referindo o sucesso da vacinação, referindo que Portugal é o país da Europa com maior taxa de vacinação. Isso reflete-se principalmente num menor número de óbitos e de internamentos.

“Estamos francamente melhores do que há um ano”, diz Costa, referindo-se aos 3150 casos registados nas últimas 24 horas.

Neste sentido, é necessário um reforço das estruturas de vacinação contra a covid-19.

O objetivo é administrar a dose de reforço em pessoas elegíveis: com mais de 65 anos e com segunda dose há mais de cinco meses; pessoas com prescrição médica para vacinação e cidadãos que estiveram infetadas e estão recuperadas.

O Governo adquiriu as vacinas necessárias e, agora, com a vacinação de crianças dos 5 aos 11 anos autorizada pela EMA, António Costa afirma que o Executivo está preparado para vacinar as cerca de 637 mil crianças dessa faixa etária.

Contudo, apesar do sucesso do processo de vacinação, Portugal encontra-se nas linhas vermelhas da matriz de risco. E a situação tende a piorar devido ao crescimento da pandemia no resto da Europa, à proximidade do Inverno e das épocas festivas e familiares.

“Não estamos tão bem como queremos estar. É o momento de adotar novas medidas”, acrescenta o Chefe do Governo.

Por isso, o país volta agora à situação de calamidade a partir do dia 1 de dezembro.

Como medidas gerais a seguir, o Governo determinou:

  • Testagem regular com autotestes contra a covid-19;
  • Recomendação de teletrabalho sempre que possível;
  • Uso obrigatório de máscara em todos os espaços públicos fechados;
  • Apresentação de certificados de vacinação em restaurantes, cafés, pastelarias, estabelecimentos turísticos e alojamento local, eventos com lugares marcados e frequência de ginásios;
  • Testagem obrigatória, mesmo para vacinados, no acesso a lares, pacientes internados em estabelecimentos de saúde, grandes eventos sem lugares marcados e recintos desportivos e em discotecas e bares;
  • Teste negativo obrigatório – PCR ou antigénio – para todos os voos que cheguem a Portugal e serão agravadas sanções para 20 mil euros às companhias aéreas que não cumprirem as medidas;

Por fim, o Governo determinou um conjunto de medidas especiais para a primeira semana do ano, entre os dias 2 e 9 de janeiro. São elas:

  • Teletrabalho obrigatório;
  • Escolas e creches encerradas. Recomeço das aulas a 10 de janeiro;
  • Encerramento de discotecas.

“Mais do que confiança nas normas, tenho confiança no comportamento individual de cada um. É a primeira condição para combatermos a pandemia. Acho que todos já aprendemos o suficiente ao longo destes dois anos”, concluiu António Costa.

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