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Coronavírus

Itália quer prolongar estado de emergência até 15 de outubro

Aprovação já está a ser dada como certa.

29 Julho, 2020 - 15:33

Diogo Ramalho

O primeiro-mninistro italiano, Giuseppe Conte, pediu à Câmara dos Deputados a aprovação do prolongamento do estado de emergência até 15 de outubro para possibilitar uma gestão da crise de Covid-19 mais “rápida e eficiente”.

A aprovação já está a ser dada como certa, uma vez que a coligação governamental entre o Movimento 5 Estrelas e o Partido Democrata tem a maioria na Câmara dos Deputados. Além disso, o Governo já conseguiu também o apoio do Senado.

Depois do discurso do primeiro-ministro, os deputados vão votar numa moção para decidir se apoiam o prolongamento do estado de emergência, estando convocado um Conselho de Ministros extraordinário para as 20h00 locais, menos uma hora em Lisboa.

O atual estado de emergência foi aprovado em 31 de janeiro, depois da confirmação da presença em Roma de dois turistas chineses infetados com Covid-19, e tinha a duração de seis meses, o que significa que o prazo termina na próxima sexta-feira.

No discurso que fez no parlamento, Giuseppe Conte destacou a necessidade da prorrogação do prazo, recordando que “a declaração de um estado de emergência constitui uma forma de ativar os poderes necessários para lidar com eficácia e rapidez com uma crise em curso”.

O primeiro-ministro italiano relembrou ainda que “o vírus continua a circular”, apesar de o seu impacto ser neste momento muito baixo (em média, cerca de 200 infeções por dia). Estas infeções já causaram alguns surtos no país, que foram “imediatamente identificados e isolados”.

O prolongamento do estado de emergência foi ainda justificado por Giuseppe conte devido à situação dos países vizinhos, como Espanha, França ou os países dos Balcãs, que “impõe uma atitude de alerta constante”.

Para os partidos da oposição Liga Norte, de extrema-direita, Irmãos de Itália, nacionalista, e Força Itália, conservador de direita, já se declararam contra o prolongamento do estado de emergência, justificado pelo facto de poder dar a imagem internacional de um país “doente”.

“O prolongamento, se não estiver sujeito a discussões ideológicas, é uma escolha inevitável, mesmo obrigatória, baseada em avaliações exclusivamente técnicas”, reagiu o primeiro-ministro, garantindo ainda que vai continuar a prestar contas no parlamento.

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