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Coronavírus

Portugal regista descida “muito significativa da incidência”

Neste momento, apenas 15 municípios permanecem em risco extremo.

22 Fevereiro, 2021 - 15:55

Record TV com Lusa

Portugal regista uma “descida muito significativa e expressiva da incidência” de covid-19 nos últimos 14 dias e tem já “vastas áreas do território” com menos de 240 casos por 100 mil habitantes, revelou hoje André Peralta Santos.

Na reunião que junta epidemiologistas, especialistas em saúde pública e dirigentes políticos na sede do Infarmed, em Lisboa, o representante da Direção-Geral da Saúde (DGS) vincou a evolução positiva da pandemia ao longo das últimas semanas e realçou que todas as regiões do país estão numa fase de descida da incidência, que já era generalizada no último encontro, com exceção para a região autónoma da Madeira.

“Houve uma consolidação dessa tendência e uma descida muito significativa e expressiva da incidência. Há uma incidência de 322 casos por 100 mil habitantes e uma variação semanal de descida muito acentuada. Há zonas do território com incidências ainda particularmente altas, como Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Centro, entre 480 e 960 casos por 100 mil habitantes, mas já há vastas áreas do território com uma incidência inferior a 240 casos por 100 mil habitantes”, frisou.

Em termos etários, André Peralta Santos notou que se mantém “a tendência de descida de todos os grupos etários”, sendo que a faixa da população com 80 ou mais anos é ainda “o grupo com maior incidência neste momento”, apesar de ser “mais reduzida e com níveis de incidência ao nível de novembro”.

Já sobre a vertente de hospitalizações em enfermaria e em cuidados intensivos “há também uma consolidação da descida”, embora mais lenta nas unidades de cuidados intensivos. O perito da DGS centrou então a análise nas regiões do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, ressalvando o melhor desempenho nesta terceira vaga no Norte, com uma mortalidade inferior aos números nacionais, ao contrário da região da capital.

André Peralta Santos exibiu um quadro com os números da dispersão geográfica da variante do SARS-CoV-2 identificada no Reino Unido, apresentando estimativas distintas de prevalência nas diferentes regiões: Norte, com 34,2%; Centro, com 32,2%; Lisboa e Vale do Tejo, com 56,6%; Alentejo, com 67,6%; e Algarve, com 40%, embora se registassem igualmente diversos intervalos de confiança para estas projeções.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal tem hoje 15 concelhos em risco extremo de infeção face à semana anterior, após a saída de 104 municípios desta lista.

Há uma semana, Portugal tinha 119 dos 308 concelhos em risco extremo devido ao número de casos de covid-19, o que representava 38,6% do total. Hoje esse valor situa-se nos 4,8%. O boletim epidemiológico da DGS reporta a um período de incidência cumulativa a 14 dias entre 03 e 16 de fevereiro.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa “corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

Os 15 municípios que permanecem em risco extremo são Aljustrel, Gavião, Manteigas, Resende, Arronches, Boticas, Rio Maior, Castanheira de Pera, Castelo de Vide, Monchique, Moura, Sernancelhe, Setúbal, Ferreira do Alentejo e Penela.

Dez concelhos tiveram zero casos de infeção: Lajes das Flores, Lajes do Pico, Povoação, Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz das Flores, Mourão, Nordeste, Corvo, S. Roque do Pico e Calheta (Açores).

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