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Coronavírus

Situação epidemiológica por concelho passa a ser avaliada semanalmente

Governo decide mais rapidamente sobre o avanço ou o recuo dos municípios nos níveis de desconfinamento.

30 Abril, 2021 - 11:15

Daniela Carrilho

“Esperar por duas avaliações negativas de 15 em 15 dias […] poderia levar-nos a intervir tarde demais. Assim, mantemos a regra das duas avaliações negativas, mas encurtando o prazo de forma a podermos tomar medidas mais rapidamente caso se venha a justificar”, explicou António Costa, na conferência de imprensa sobre as medidas da quarta fase do plano de desconfinamento, no CCB.

“Não havendo estado de emergência, há menos medidas restritivas e, portanto, é preciso agir o mais rapidamente possível quando estamos em situações de rápido crescimento, de forma a evitar que esse crescimento seja excessivo, mas também, por outro lado, para permitir uma maior rapidez na libertação das atividades e das pessoas logo que possível”, acrescentou o primeiro-ministro.

António Costa referiu o caso do concelho de Portimão que “teve uma evolução francamente positiva e uma redução muito acelerada, estando com uma incidência de “159 novos casos por 100 mil habitantes”.

“Não se justificaria esperar 15 dias. Seguramente na próxima semana, salvo uma inversão dramática, poderá atingir esse objetivo”, referiu ainda.

Há oito concelhos que não prosseguem para a quarta e última fase de desconfinamento. Miranda do Douro, Paredes e Valongo vão manter-se com as regras da terceira fase, enquanto Aljezur, Carregal do Sal e Resende vão recuar para a segunda fase.

Portimão ficará sob as medidas de desconfinamento delineadas para a primeira etapa e as freguesias de São Teotónio e de Almograve, no concelho de Odemira, ficam em cerca sanitária.

Estas medidas entram em vigor a partir de amanhã.

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