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Coronavírus

Sociedade de Pediatria diz que vacinas são seguras nas crianças

Em causa está o grupo etário dos 5 aos 11 anos.

23 Novembro, 2021 - 18:56

Record TV com Lusa

A Sociedade Portuguesa de Pediatria considera que as vacinas contra a covid-19 são seguras no grupo etário dos 5 aos 11 anos, mas defende que a decisão de vacinar deve ter em conta outros dados, como a prevalência da infeção nas crianças.

“A vacinação contra SARS-CoV-2 foi avaliada num ensaio clínico em crianças dos 5 aos 11 anos de idade, no qual foram vacinadas 1.517 crianças. Os resultados mostraram que é segura e eficaz contra a covid-19, tal como noutros grupos etários”, considera a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), num parecer hoje divulgado.

A SPP lembra que, nas crianças, a covid-19 “é habitualmente uma doença assintomática ou ligeira e, felizmente, continuam a ser raros os casos graves que obrigam a internamento ou admissão em unidades de cuidados intensivos”, ocorrendo estes “maioritariamente em crianças com fatores de risco”.

Sublinha que as crianças “têm sido fortemente prejudicadas na pandemia devido aos confinamentos sucessivos, que afetam seriamente a sua aprendizagem e saúde mental e aumentam o risco de pobreza e de maus-tratos” e defende que, provada a segurança e eficácia da vacina, “poderá ser considerada a sua aplicação neste grupo etário, se isso permitir trazer normalidade à vida das crianças”.

“A vacinação dos 5 aos 11 anos está a ser avaliada pela comissão técnica da DGS, que tem acesso aos dados em tempo real sobre o número de casos por grupo etário, os surtos nas escolas e ambiente familiar e a seroprevalência neste grupo etário. Na decisão irá certamente pesar a disponibilidade das vacinas no nosso país, bem como a premência de fazer doses de reforço aos adultos de maior risco”, acrescenta.

A presidente da Sociedade defende que a vacinação de crianças entre os 5 e os 11 anos deve ser analisada em conjunto com uma revisão das medidas de isolamento impostas nas escolas.

“Só se conseguirmos diminuir os confinamentos prolongados e recorrentes das crianças vale a pena vacinar nesta idade, dado que a doença grave é muito rara nestes grupos etários”, disse à Lusa Inês Azevedo.

A responsável insistiu: “É uma decisão de saúde pública, em que os responsáveis terão de ter em conta não só os números atuais [da infeção], como perceber se através da vacinação é possível reduzir as medidas de confinamento que têm sido impostas até ao momento nas escolas e que estão a prejudicar seriamente as crianças”.

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