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Cultura & Famosos

Clã preparam disco com nova formação

by 10 Agosto, 2019 - 15:52

Banda prepara um novo disco, o primeiro sem a formação original do grupo, mas com “as colaborações do costume”.

by 10 Agosto, 2019 - 15:52

Record TV com Lusa

Carlos Tê, Sérgio Godinho, Samuel Úria e a novidade Capicua são alguns dos colaboradores que fazem parte das “várias energias novas a contaminar este disco”, segundo a vocalista Manuela Azevedo, que apontou o início do próximo ano para a data de lançamento do novo trabalho, ainda sem título.

“Não sabemos o que [o disco] traz de novo, ainda o estamos a construir. Estamos em estúdio, a gravar algumas canções que vão subir a palco no Douro Rock. Estamos um pouco nervosos com isso, mas ainda bem. Há algumas coisas diferentes, temos experimentado coisas novas e maneiras diferentes de construir as canções”, explicou.

Manuela Azevedo realçou que a forma como o músico, produtor e compositor Hélder Gonçalves trabalhou essas composições foi numa “tentativa de simplificação”, apesar dos sons “bastante eletrónicos e distorções violentas”, mas na quantidade de vozes e “elementos de composição, fê-lo de forma mais clara e simples”, admitindo que o resultado tem sido “fixe, interessante e divertido”.

Em 27 anos de banda todos se entregavam “ao trabalho com os Clã” e, apesar de não haver “exclusividade dos elementos e haver espaço para outros projetos”, a banda era o foco principal.

“Sempre que aparecia uma ocasião de entrar em estúdio ou preparar um projeto, sabíamos que a concentração teria de ser total. Quando começou a precipitar-se essa urgência, dois elementos estavam à mão com projetos pessoais que não permitiam o foco total e saíram da banda por não terem a disponibilidade necessária”, referiu Manuela Azevedo sobre as saídas do baixista Pedro Rito e do baterista Fernando Gonçalves.

Para esses lugares entraram Pedro Santos e Pedro Oliveira, respetivamente, inicialmente para ajudar a cumprir os espetáculos agendados, mas com a possibilidade de essa colaboração se estender, com a vocalista a elogiar o trabalho desenvolvido pelos músicos na aprendizagem das músicas novas e antigas, e a destacar o bom ambiente nos ensaios.

Questionada sobre se este novo longa-duração é uma nova fase na musicalidade dos Clã ou uma continuidade, Manuela Azevedo admitiu não saber a resposta, mas esclareceu que o que anima a banda é “ver coisas novas”.

“Nesse sentido, a novidade era uma necessidade. Estarmos a trabalhar com dois músicos novos, com maneiras diferentes de tocar e escutar está a ser muito interessante, revitalizante e estranho. Quando se trata de canções antigas, ter um ‘input’ novo de dois músicos importantes nas canções, [tem] algo de refrescante”, desenvolveu.

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