Djokovic obrigado a deixar a Austrália

Djokovic obrigado a deixar a Austrália
(FILES) In this file photo taken on February 21, 2021, Serbia's Novak Djokovic hits a return against Russia's Daniil Medvedev during their men's singles final match on day fourteen of the Australian Open tennis tournament in Melbourne. - World number one Novak Djokovic said on January 4, 2022 that he was heading to the Australian Open to defend his title after being granted a medical exemption to play. (Photo by David Gray / AFP) / -- IMAGE RESTRICTED TO EDITORIAL USE - STRICTLY NO COMMERCIAL USE --

Tenista sérvio vai ser ouvido numa nova audiência na segunda-feira.

Novak Djokovic, número um mundial, viu o seu visto ser retirado pelas autoridades australianas e poderá ter de deixar o país, podendo falhar a participação no Open da Austrália.

“A Autoridade Fronteiriça da Austrália pode confirmar que Djokovic não forneceu provas apropriadas para cumprir os requisitos de entrada na Austrália. O seu visto foi, por isso, cancelado”, lê-se num comunicado.

Em tribunal, Christopher Tran, um advogado do Governo, revelou que Djokovic não será deportado da Austrália até segunda-feira.

Djokovic chegou ao aeroporto da cidade de Melbourne na quarta-feira à noite com uma isenção médica que lhe permitiria defender o seu título no Open da Austrália, mas os funcionários de controlo fronteiriço revogaram o seu visto quando o tenista não conseguiu justificar a autorização e detiveram-no durante várias horas.

Depois de ser enviado para um hotel para cumprir quarentena em Melbourne, à espera de ser deportado, o tenista interpôs uma ação judicial contra a suspensão do seu visto.

Christopher Tran disse posteriormente em tribunal, que já analisou o caso, que o Governo não tem planos de deportar o jogador até uma nova audiência marcada para segunda-feira.

Na terça-feira o tenista revelou que lhe tinha sido concedida uma “isenção médica” para fazer a viagem. A federação australiana solicitou o sigilo médico para evitar justificar a renúncia.

Novak Djokovic já se tinha pronunciado em abril de 2020 contra a vacinação obrigatória, que estava prevista na altura para permitir que os torneios fossem retomados.