Armas, sangue e crime: a vida dos guerrilheiros paraguaios

 Armas, sangue e crime: a vida dos guerrilheiros paraguaios
Record TV

O programa deste domingo mostra vídeos e documentos exclusivos que detalham como esta fação armada, que opera na fronteira entre o Paraguai e o Brasil, cria os filhos para, no futuro, fazerem parte do grupo.

Hoje, o programa viaja até à fronteira do Paraguai com o Brasil para revelar como é o quotidiano sangrento dos guerrilheiros e em que áreas agem no meio da selva paraguaia, além de conversar com vítimas do grupo militarizado e mostrar imagens inéditas da organização. 

Num dos corredores de droga mais disputados por traficantes, outro grupo armado impõe o terror aos moradores da região: o Exército do Povo Paraguaio. O EPP, como é conhecido, comete roubos, sequestros e assassinatos. 

Cristhofer é chamado de ‘brasiguaio’. Ele é brasileiro e está estabelecido há quase 20 anos no Paraguai, onde gere uma grande propriedade. Desde que chegou ao país, ele ouve falar do grupo e conseguiu escapar a um atentado em 2015. “Para eles, nós brasileiros somos invasores, eles querem que nós saiamos daqui. No dia que eu vi os guerrilheiros, eu estava a ir para casa. Ia passar numa balsa. Eles já chegaram a atirar, foram 62 tiros. Eram oito, vários menores armados”, descreve. Ele e um funcionário da fazenda atiraram-se para a água para sobreviver. 

O programa exibe também a história do dia a dia das famílias por trás do EPP. Vídeos e documentos exclusivos detalham como os guerrilheiros criam os filhos para, no futuro, fazerem parte do grupo. Um dos mais impactantes é o vídeo em que o líder coloca o próprio filho numa caixa para atravessar um rio. Do outro lado, outros membros agarram na criança e desaparecem na mata. O rapaz foi criado pelos avós na Argentina. 

O Exército do Povo Paraguaio surgiu em 2008 como braço armado do Partido Pátria Livre. A pretensão era expulsar estrangeiros do país para promover a reforma agrária, mas não foi isso que aconteceu. Durante 14 anos de operações, o grupo realizou pelo menos 16 grandes sequestros. 

Enquanto a equipa estava no Paraguai, o EPP sequestrou mais um agricultor. “Nós cumprimos o pedido do EPP para libertar o meu filho”, diz David Reimer, pai do jovem sequestrado. 

Durante a emissão, será também possível perceber como a morte de duas meninas – pertencentes à guerrilha – por militares desencadeou uma crise diplomática ainda não resolvida entre Paraguai e Argentina. Mais um capítulo de uma guerra que já fez muitas vítimas. 

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