Rodrigo Faro: ‘Fiquei surpreendido com o talento e a maturidade dos jovens do Canta Comigo. A final vai ser linda’

O apresentador revela as expectativas e alguns palpites sobre o programa, enumera o que gosta de fazer nos momentos de folga e revela o tipo de programa que gostaria de apresentar no futuro.

No passado domingo (18), a temperatura subiu na Record TV, com a final do reality Canta Comigo Teen 3. Na reta final, os espectadores escolheram quem queriam que fosse o vencedor que levasse o prémio. Participantes com idades entre os 9 e os 16 anos foram os protagonistas, mas tiveram que dividir os holofotes com uma das mais talentosas e versáteis estrelas da televisão brasileira: o apresentador, ex-modelo, ator e cantor paulistano Rodrigo Alcazar Faro, de 48 anos, mais conhecido como o Rodrigo Faro das jovens e animadas tardes e inícios de noites de domingo na Record TV.

Foi modelo, fez o primeiro anúncio aos nove anos, participou em novelas e séries, integrou o conjunto Dominó, lançou dois discos, trabalhou em três filmes e liderou os mais variados modelos de programas na TV. Na Record TV desde 2008, apresentou Ídolos, A Fazenda Verão e O Melhor do Brasil, que lhe rendeu cinco troféus Imprensa seguidos na categoria Melhor Animador ou Apresentador de TV. Atualmente, lidera A Hora do Faro e o Canta Comigo (ao lado da apresentadora e amiga de infância Ticiane Pinheiro).

No final da tarde de sexta-feira (16), Faro, com o bom humor e simpatia habituais, conversou com o R7 ENTREVISTA sobre as suas expectativas para a final do Canta Comigo de domingo (18). Para além disso, enumerou o que gosta de fazer nos dias de folga e revelou o tipo de programa que ainda sonha apresentar. “Se houver oportunidade, gostava de fazer algo do género do Got Talent, uma espécie de reality ou disputa para as pessoas exibirem talentos não só na música, mas em todas as áreas possíveis da arte, cultura e entretenimento. E também de humor”, explica.

 

O que mais chamou a sua atenção nesta temporada do Canta Comigo Teen 3?
Rodrigo Faro – A quantidade de crianças, adolescentes e jovens talentosos nesta temporada foi surpreendente. A Ticiane e eu ficámos muito felizes. Mas a maior marca desta edição foi a manifestação de um comportamento cada vez mais forte nesta nova geração: disputar sim, competir sim, mas, ao mesmo tempo, colaborar e ser solidário com os outros participantes.

Existe mesmo ajuda entre eles?  
É impressionante como a solidariedade entre eles aparece não só nos programas, mas também nos ensaios e nos bastidores. Dão dicas um ao outro, ajudam nas correções de roteiro do colega… Presenciei muitos deles a ensinarem as melodias, como cantar melhor, os momentos de fazer uma ‘firula’ ou um improviso na interpretação. No fundo a contribuirem para aprimorar o seu adversário. A emoção nas despedidas dos eliminados… uma coisa arrebatadora, de uma beleza indescritível. Só vendo mesmo. Os jovens sempre cultivaram amizades, mas nunca foram tão solidários como agora, muito menos em disputas com altos prémios em dinheiro, como é o caso. Isso tem acontecido também em alguns desportos. O pessoal do skate e do surf, só para citar dois exemplos, é muito unido. Festejam o vencedor, incentivam cada adversário nas passagens, uma maravilha. Com esta intensidade, é um fenómeno novo, e a Ticiane e eu ficamos muito orgulhosos de ver estes instintos nos nossos programas.

Houve mudanças no formato de disputa nesta temporada?
Sim. A mais importante delas é que, agora, já não dá para o concorrente saber o resultado e fazer as suas contas da classificação, pelo menos não no exato momento em que acaba de cantar, porque o painel é desligado 30 segundos antes do final de cada canção, e fica assim durante algum tempo. Isto gera suspense, emoção e uma adrenalina incrível no concorrente, no público e em todos nós. O programa cresceu muito com esta mudança.

Você têm um favorito para a final?
Todos os finalistas estão num ótimo nível. Não chegaram à final por acaso. Favorito não, mas, como toda a gente, tenho os meus palpites sobre um ou outro que deve brilhar de forma especial. Precisámos de dividir a final em duas partes por causa da quantidade de talentos. Agora é a final da final mesmo (risos). Acredito que o Emmanuel Ferraro, um maranhense de 11 anos, vá brilhar. Ele tem vindo a encantar o júri e o público desde que impressionou toda a gente com a sua interpretação de Carcará, de João do Vale. Um menino desta idade a interpretar um clássico da música brasileira com uma personalidade impressionante.

Foram, de facto, momentos bonitos.
Não é verdade? Esta geração está a ouvir Elis Regina, Djavan, Caetano, Chico, Janis Joplin, Maria Bethânia, Adoniran Barbosa… uma coisa linda de se ver. Músicas brasileiras e internacionais da melhor qualidade.

O Rodrigo passa a sensação de se divertir de forma verdadeira – e muito – enquanto apresenta os programas. Essa espontaneidade aumenta ainda mais a descontração dos participantes e do público. Como começaram as suas caracterizações e interpretações do Dança Gatinho?
Elas tornaram-se uma das minhas marcas principais. Começaram como algo pontual, entre o final de junho e o início de julho de 2009, após a morte do Michael Jackson, como forma de homenagear esse génio da música pop. Estava a gravar alguma coisa, recebi a notícia e resolvi dançar, vestido normalmente, sem roupa parecida com a dele ou caracterizações de rosto e cabelo, apenas para celebrar o ídolo. Naquele programa, ninguém entendeu muito aquela conversa anterior de “se houver um beijo, o Faro vai dançar” porque era algo inédito, ainda não tinha acontecido. Mas a minha diretora permitiu, eu fiz e a repercussão foi gigantesca. Na televisão, na internet… Publicaram no YouTube, em tudo o que é lugar. Virou uma loucura e nós praticamente fomos levados e empurrados para continuar. Assim, devagarinho, surgiram os adereços. Fiz um Elvis Presley de peruca, coloquei um chapéu mexicano e cantei uma música daquele país, até que nos sentámos com a direção da Record TV para saber da possibilidade de transformar aquilo numa rubrica do programa.
Houve quem achasse que eu tinha ficado maluco (risos). A Beyoncé estava em altas com a música Single Ladies, lançada há meses atrás. Então fiz a seguinte proposta: “vou fazer a Beyoncé em Single Ladies. Se der errado, a culpa será minha, mas, se der certo, vai virar a minha marca registada. Deu certíssimo.
E virou a minha marca registada (risos). O giro é que, no programa, sentimos a expectativa a aumentar à medida que o momento do Dança Gatinho se aproxima – e a audiência também sobe e a nós ‘entregamos bonito’ para o Canta Comigo. Toda a gente entendeu que a brincadeira é saudável. Agora, com as redes sociais, fica melhor ainda.

O que gosta de fazer nos dias de folga e na sua vida pessoal?
Sou muito ligado à família. A maior parte desses momentos eu passo com a Vera Viel Faro, a minha mulher, que é apresentadora e trabalhou como modelo, e com as nossas três filhas: a Clara, de 17 anos, a Maria, de 14, e a Helena, de nove. Quando não estou a gravar, passo o tempo a dançar com a Helena, a ver séries com a Maria e a passear com a Clara. Estamos a prepar-nos para ir ao Cirque du Soleil.
Faço exercício todos os dias, em casa, e adoro praticar desportos. ‘Bato minha bolinha’ todas as quartas-feiras em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, com o Zé Roberto, que foi da Seleção Brasileira, e amigos nossos. Participo também numa equipa que joga beach ténis na Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz, próximo de São Paulo. E, claro, oiço muita música com elas: MPB, blues, bossa nova, rock… acho que não preciso de dizer, mas amamos música, não é? As minhas filhas têm um gosto musical muito bom e variado. Ouvem Elis, Djavan, Marina Lima, Cassiano, Elton John, rock, blues, música pop. Desenvolveram esse lado até como consequência da minha formação musical.

O que gostaria de fazer no seu futuro profissional que ainda não fez?
Graças a Deus fiz quase tudo o que sonhei em televisão. Música, apresentação, programas musicais como o  Ídolos, A Fazenda Verão, jornalismo, humor, caracterizações… Sinto-me grato. Agora, gosto muito de revelar talentos. Por isso, no futuro, se houver oportunidade, gostaria de fazer algo do tipo Got Talent, uma espécie de reality ou disputa para as pessoas exibirem talentos não só na música, mas em todas as áreas possíveis da arte, cultura e entretenimento. E também de humor, do talento para fazer rir. Em alguns momentos esse programa poderá fazer a função de um trabalho de humor. Vai Dar Namoro e Dança Gatinho fazem muitas vezes esse papel. Os brasileiros, mais do que nunca, estão a precisar de alegria e riso, que são as duas melhores formas de sobrevivência da televisão.