Biden acusa Rússia de violar “carta da ONU sem vergonha”

Biden acusa Rússia de violar “carta da ONU sem vergonha”
REUTERS/Brendan McDermid

Presidente dos EUA acusou a Rússia de tentar “varrer um país do mapa” e deixou o recado: “Uma guerra nuclear não pode ser ganha”.

Na sua intervenção na Assembleia geral das Nações Unidas, Joe Biden não esteve com meias palavras. Ainda no rescaldo do discurso à nação de Vladimir Putin, o presidente norte-americano não poupou nas críticas, iniciando o discurso com duras críticas à Rússia e ao conflito na Ucrânia que viriam a ditar o tom de toda a intervenção.

“Um membro permanente do Conselho de Segurança tentou varrer um país do mapa. A Rússia violou, sem vergonha, os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas. Ainda hoje fez ameaças nucleares à Europa e agora chama mais soldados, enquanto o Kremlin organiza referendos fictícios”, afirmou Joe Biden, à luz do que foram os últimos acontecimentos referentes às ações russas no conflito.

Joe Biden nega que alguma ameaça tenha sido feita à Rússia, demarcando-se das acusações de Vladimir Putin, que afirmavam que o Ocidente ameaçava a Rússia. Putin alega que tinha de agir porque a Rússia se sentia ameaçada. Mas ninguém ameaçou a Rússia”, explicou o presidente norte-americano.

Depois das ameaças de Vladimir Putin com uma potencial utilização de armas nuclear, Joe Biden reafirmou o compromisso dos Estados Unidos em adotar medidas de controlo de armas, até por uma “guerra nuclear não pode ser vencida”.

“Não importa o que esteja a acontecer no mundo, os Estados Unidos estão prontos para adotar medidas críticas de controlo de armas. Uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deverá ser travada. Os cinco membros permanentes do conselho de segurança reafirmaram esse compromisso em janeiro, mas hoje estamos a verificar tendências perturbadoras”, afirmou, numa referência à Rússia de Vladimir Putin e também ao Irão, com o presidente norte-americano a reiterar que os EUA “não irão permitir que o Irão adquira armamento nuclear”.

Joe Biden admitiu que o contexto atual é difícil e que o mundo enfrenta grandes desafios mas pediu ação aos líderes mundiais, alegando que “somos os autores da história”.

“Não somos testemunhas passivas da história. Nós somos os autores da história. Nós podemos fazer isto. Temos que fazê-lo, por nós mesmos e pelo nosso futuro, pela humanidade”, afirmou Joe Biden, no final da sua intervenção.