Caso Archie: Tribunal Europeu dos Direitos Humanos nega pedido dos pais

Caso Archie: Tribunal Europeu dos Direitos Humanos nega pedido dos pais
D.R.

Tribunal decidiu não interferir na decisão de que as máquinas de suporte de vida fossem desligadas. Pais ponderam levar criança para outro país.

A família anunciou esta quarta-feira que avançou com um pedido para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, na esperança de que o caso fosse ouvido e a decisão da justiça britânica de desligar as máquinas de suporte de vida de Archie fosse revertida.

Mas não demorou muito até que as esperanças dos pais de Archie caíssem por terra. O Tribunal Europeu dos direitos humanos rejeitou o pedido apresentado, alegando que não irá interferir nas decisões dos tribunais do Reio Unido que permitiram retirar Archie das máquinas de suporte de vida.

O recurso ao tribunal de Estrasburgo era a última via legal disponível para Hollie Dance e Paul Battersbee após o Supremo Tribunal Inglês ter recusado o recurso dos pais.

Esta manhã a mãe colocava a hipótese de levar o filho para outros países, como Japão e Itália, que terão oferecido opções de tratamento para a criança.

O caso não é de agora. Archie foi encontrado inconsciente pela mãe a 7 de abril deste ano. Tinha uma ligadura no pescoço acreditando-se que a criança tenha realizado um desafio popular no TikTok, Denominado de Blackout Challenge consiste em apertar o pescoço até desmaiar por falta de oxigénio.

Desde essa altura que o menino se encontra em morte cerebral num estado que os médicos britânicos acreditam que não irá reverter

A família não aceitou o diagnóstico tendo avançado para uma batalha judicial com a equipa médica.

Os tribunais britânicos apoiaram a decisão dos médicos e nem mesmo um pedido da ONU para reverter a decisão foi tido em conta, com o poder judicial britânico a dizer que a manutenção dos tratamentos de suporte de vida não seria do “melhor interesse” para a criança.

Este é mais um caso que alerta para alguns desafios perigos que existem nas redes sociais com as crianças a serem os mais vulneráveis. De acordo com um artigo do Washignton Post várias famílias já enfrentaram este desfecho após o famoso desafio do TikTok.