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Conduta de Assange determinou fim de asilo

Presidente do Equador acusou Julian Assange de tentar criar um “centro de espionagem” na embaixada do país em Londres.

15 Abril, 2019 - 17:45

Diana Rosa Rodrigues
REUTERS

Andar de skate, receber convidados violando as regras do pessoal diplomático e, ainda, altercações com a segurança e polícia no interior do edifício terão sido alguns dos episódios que vieram deteriorar a relação entre o fundador do WikiLeaks e as autoridades equatorianas.

De acordo com o Governo do Equador, os sete anos de asilo estavam a provocar efeitos nefastos na saúde física e mental de Assange, que apresentava uma atitude cada vez mais agressiva. Foram ainda reportados comportamentos impróprios e falta de higiene. Testemunhos revelam que Assange andava sem roupa e passava vários dias sem tomar banho, sendo que terá mesmo espalhado fezes numa das paredes da embaixada.

Estes comportamentos levaram o Governo do Equador a retirar o estatuto de asilado político a Assange, permitindo dessa forma a sua detenção.

Numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, o presidente do Equador revelou que o australiano tentou criar um centro de espionagem na embaixada do Equador e que o anterior governo deu condições para que Assange interferisse em assuntos de outros Estados. Lenín Moreno encontra-se sob forte polémica, acusado de ter cedido a pressões norte-americanas para retirar asilo ao fundador do WikiLeaks.

Assange permanece detido no Reino Unido, onde aguarda a próxima audiência judicial, a 2 de maio, e onde será analisado o pedido de extradição das autoridades norte-americanas. O australiano está acusado de crimes de pirataria informática e conspiração e enfrenta pena de prisão perpétua caso seja extraditado para os Estados Unidos.

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