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Crianças sozinhas e perdidas nas matas após ataques em Cabo Delgado

Crise humanitária já provocou a morte de duas mil pessoas e 500 mil deslocados.

20 Novembro, 2020 - 13:19

Record TV
DW/A Chissale

A crescente violência armada na província de Cabo Delgado, em Moçambique, já provocou a morte de cerca de duas mil pessoas.

A população colocou-se em fuga naquela zona do norte do país, à medida que os ataques se multiplicavam desde 31 de outubro. A crise humanitária instalou-se em Muidumbe e há 500 mil pessoas deslocadas.

Relatos de jornalistas locais revelam a destruição e terror vividos naquela zona, em que crianças sobreviventes dos ataques estão abandonadas, deixadas à sua sorte, nas matas de Cabo Delgado.

“A situação está descontrolada, há muitas crianças, sozinhas e perdidas nas matas”, afirmou Beatriz João, jornalista da Rádio Comunitária São Francisco de Assis, localizada no distrito de Muidumbe.

“Cruzei-me com muitas dessas crianças enquanto caminhava quilómetros em direção a Montepuez [onde agora se refugia]”, continuou.

A maior parte da população, entre nove jornalistas que agora expõem o terror vivido em Cabo Delgado, conseguiu escapar aos ataques dos rebeldes. Contudo, um número incerto de pessoas perdeu a vida.

“Eles [insurgentes] abandonaram o anterior local onde estavam fixados devido ao cheiro dos cadáveres que se encontram de qualquer maneira nas ruas”, contou Beatriz João, num comunicado com declarações de vários dos jornalistas que sobreviveram à violência das últimas duas semanas.

Segundo Moisés José, outro dos jornalistas que encontrou refúgio nas matas, “os insurgentes capturaram inúmeras mulheres”.

“Uma delas foi a minha filha de 27 anos que felizmente conseguiu fugir para as matas e juntar-se a nós”, revelou.

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