Crise energética: Países europeus anunciam medidas para poupar

Crise energética: Países europeus anunciam medidas para poupar
REUTERS/Wolfgang Rattay

A Europa já está a aplicar medidas de poupança de energia. Os países estão a impor limites à iluminação, ao consumo de água quente e até à climatização.

Em Espanha, as medidas anunciadas pelo Governo de Pedro Sánchez estão a gerar controvérsia… com o executivo regional de Madrid a recusar-se a cumprir as diretrizes, pelo impacto que terão no turismo.

Os escritórios, lojas e outros locais públicos vão ter de limitar o ar condicionado a 27 graus no verão e a 19 no inverno e os espanhóis devem adotar as mesmas regras em casa.

A partir das 22h00 as montras das lojas, espaços culturais, monumentos e outros edifícios vão ter de desligar as luzes. Depois da pandemia, os funcionários públicos estão prestes a regressar ao teletrabalho e o mesmo é recomendado às grandes empresas. Há ainda um outro conselho: o de deixar de usar gravata durante o verão, para reduzir a sensação de calor.

Normas que fazem parte do plano para a redução do consumo de energia no país, de forma a também limitar a dependência do gás russo.

Mas Espanha não é a única a preparar-se para as eventuais restrições no abastecimento de gás durante o inverno. A Alemanha, um dos países da zona Euro que mais depende da energia da Rússia, já ativou a segunda fase de um plano de três para poupar gás, sendo que a terceira já implica o racionamento.

Porém, algumas cidades alemãs já estão a ir mais longe, como é o caso de Hannover, que já suspendeu a água quente nos edifícios públicos e recintos desportivos. Mesmo com o calor, Augsburg decidiu desligar as fontes públicas e a capital, Berlim, já cortou a iluminação em dezenas de monumentos e edifícios, incluindo no Parlamento.

Ao lado, em França, os painéis luminosos vão estar desligados entre a uma e seis da manhã e as portas dos estabelecimentos comerciais que têm ar condicionado vão ter de estar fechadas.

Itália, Países Baixos e Bélgica têm estudadas medidas semelhantes, de forma a cumprir o acordo alcançado com Bruxelas, para a redução em 15% do consumo de gás.

No caso de Portugal, a poupança será menor, na ordem dos 7%, pelas fracas interconexões com o resto da Europa. O ministério do Ambiente prometeu apresentar em breve um plano de poupança de energia que deve passar pela aplicação de limites ao consumo energético nos edifícios da administração pública.