Diretor de hospital em Wuhan morreu vítima de coronavírus

Liu Zhiming, neurocirurgião de 50 anos, é o primeiro diretor de um hospital a sucumbir à doença.
Segundo a imprensa chinesa, o diretor do hospital Wuchang, na cidade de Wuhan, centro do novo coronavírus, morreu hoje de uma pneumonia resultante da doença Covid-19.
O hospital administrado por Liu Zhiming é um dos centros médicos especificamente designados para o atendimento de pacientes de Covid-19, na capital da província de Hubei, que foi colocada sob quarentena, em 23 de janeiro, com entradas e saída interditas.
Cerca de dois mil profissionais de saúde chineses foram infetados pelo novo coronavírus, e vários morreram, incluindo o médico Li Wenliang, que tentou alertar os colegas para um possível surto, mas que foi repreendido pelas autoridades chinesas por “espalhar boatos”.
O número de mortos devido ao vírus na China continental subiu hoje para 1.868, ao mesmo tempo que foram registados 1.886 novos casos de infeção, num total de 72.436 infetados.
A Comissão de Saúde da China indicou que entre as 98 mortes ocorridas no país, 93 foram registadas na província de Hubei, centro do surto e onde várias cidades foram colocadas sob quarentena, com entradas e saídas interditas, uma medida que afeta quase 60 milhões de pessoas.
Entre os 1.886 novos pacientes, 1.807 são também reportados por Hubei, onde a epidemia foi detetada no final de 2019.
Até à meia-noite (16:00 de ontem em Lisboa), um total de 11.741 casos graves foram detetados no país, enquanto 12.552 pacientes superaram a doença e receberam alta.
As autoridades acrescentaram que 560.901 pessoas foram acompanhadas por terem tido contacto próximo com infetados, entre os quais 141.552 ainda estão sob observação e 6.242 são casos suspeitos de terem contraído o novo coronavírus.
Além de 1.868 mortos na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão, um em França e um em Taiwan.
Embora cerca de trinta países tenham casos diagnosticados com Covid-19, a China regista perto de 99% do total global de infetados.



