Entradas irregulares na UE com novos máximos em agosto

Entradas irregulares na UE com novos máximos em agosto
REUTERS

As travessias irregulares das fronteiras externas da União Europeia (UE), tiveram um aumento homólogo de 39% em agosto para as 56.900, um novo máximo desde fevereiro de 2016, segundo dados divulgados pela Frontex.

No acumulado entre janeiro e agosto, o número de imigrantes irregulares detetados somou 232.350, também um novo máximo desde 2016, e mais 18% do que o mesmo período de 2022.

De acordo com os dados divulgados pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, a rota do Mediterrâneo Central (por mar, para Itália) representaram quase metade do total da UE: 11.265 nos primeiros oito meses do ano (mais 96%) e 25.142 apenas em agosto, sendo usada maioritariamente por nacionais da Costa do Marfim, Egito e República da Guiné.

A rota dos Balcãs Ocidentais foi usada, em agosto, por 21.768 pessoas (70.548 entre janeiro e agosto, um recuo homólogo de 19%), na sua maioria sírios, afegãos e turcos.

A do Mediterrâneo Oriental (Grécia, nomeadamente) é a terceira rota mais usada, com 24.094 travessias em oito meses (-14%) e 6.210 em agosto, utilizadas por sírios, afegãos e palestinianos.

Através do Mediterrâneo Ocidental (para Espanha, por mar) passaram 9.447 migrantes entre janeiro e agosto (mais 14%) e 2022 só neste último mês, vindos de Marrocos, Argélia e Síria.

A Frontex, citando números da Organização Internacional das Migrações, reitera a perigosidade das travessias por mar onde, só este ano, morreram pelo menos 2.325 pessoas, na sua vasta maioria no Mediterrâneo Central.