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Finge que filha tem doenças raras antes de a matar

Mulher arrecadou milhares de dólares em donativos e foi agora detida.

24 Outubro, 2019 - 10:55

Virginia Galván

Kelly Renee Turner é acusada de ter inventado que a filha sofria de uma série de doenças raras e incuráveis, antes de matar a menina de sete anos, nos EUA.

A mulher, de 41 anos, arrecadou milhares de dólares em donativos de caridade e prémios de seguro.

Tudo terá começado em 2011, no Texas, quando alegou que as duas filhas tinham graves problemas.

Olivia Gant, com 13 meses e que viria a morrer em 2017, e a irmã do meio, então com três, alegadamente com cancro. A terceira filha, de 11 anos, seria saudável.

Até ao ano passado, ninguém questionou a morte de Olivia, até a mãe levar a filha do meio ao mesmo hospital onde a irmã tinha sido seguida, queixando-se de “dores nos ossos”.

A menina começou a ser vista por um médico que estranhou quando a progenitora disse que a criança tinha feito tratamentos contra o cancro durante três anos, após a família se mudar para o Colorado, em 2013.

Quando ligou para os colegas médicos no Texas, descobriu que o cancro nunca tinha existido.

Confrontada pelas autoridades, a mãe admitiu que inventou o diagnóstico de cancro da filha do meio, mas manteve as doenças que conduziram à morte de Olivia.

No entanto, vários médicos suspeitavam já da mulher. Um dos médicos chegou mesmo a dizer-lhe que não havia evidências de convulsões na menina e para não continuar a dar-lhe medicação, por terem efeitos secundários.

Durante anos, a mulher manteve um blogue onde falava das doenças das filhas, levando associações de caridade a dar-lhe dinheiro.

Em agosto de 2017, a mãe desligou as máquinas de Olivia, alegando que “era o correto e piedoso a fazer, já que a qualidade de vida dela se deteriorava de dia para dia”. Vários médicos contestaram a decisão, mas um assinou uma declaração para não reanimar a menina, que acabou por morrer de “falência dos intestinos”.

Os investigadores conseguiram autorização para exumar o corpo de Olivia e não encontraram evidência dessa “falência dos intestinos”, ficando por determinar a causa da morte.

A mãe, que foi detida a 18 de outubro, no Colorado, enfrenta duas acusações de crime em primeiro grau, abuso de crianças, três processos de fraude e outros tantos de extorsão, dois de tentativa de manipulação da opinião público e mais dois de burla em segundo grau.

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