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França rejeita novo adiamento do Brexit

Apesar de o projeto de lei que proíbe Brexit sem acordo ter sido aprovado, Bruxelas tem de aprovar um novo adiamento. França já avisou que irá votar contra.

9 Setembro, 2019 - 10:38

Diana Rosa Rodrigues
REUTERS/Phil Noble

Os deputados preparam-se para esta segunda-feira debateram e votarem uma nova proposta do Executivo para a realização de eleições antecipadas, naquela que se espera que seja mais uma derrota para o primeiro-ministro britânico, depois de todos os partidos da oposição terem acordado votar contra a respetiva moção.

Depois de o projeto de lei que visa impedir um Brexit sem acordo ter sido aprovado na Câmara do Lordes, poucas opções restam a Boris Johnson, que continua a recusar pedir mais um adiamento a Bruxelas.

O Executivo pondera mesmo recorrer aos tribunais para contestar o projeto de lei aprovado e que prevê um eventual adiamento do processo até 31 de janeiro. Uma hipótese que terá de ter o aval da União Europeia, o que também não é garantido, uma vez que França já afirmou que irá recusar um novo adiamento.

“No estado em que estão as coisas é um não. Porque eles dizem que querem propor novas soluções, alternativas para garantir uma saída e protegê-los de um cenário sem acordo. Ainda não vimos nada, por isso é um não. Não vamos prolongar isto a cada três meses”, garantiu Jean-Yves Le Drian, ministro francês dos Negócios Estrangeiros.

O Executivo britânico garantiu este fim de semana que na próxima cimeira europeia, que decorre a 19 de outubro, Boris Johnson não irá pedir um adiamento mas antes pressionar no sentido de alcançar um novo acordo.

Cenário difícil, visto que poucas negociações estão a ser feitas nesse sentido. Quem o diz é Amber Rudd, ministra que pediu a demissão este fim de semana, denunciando uma ausência de trabalho com vista a um entendimento com Bruxelas.

A ministra do Trabalho e Segurança social sai do Executivo em protestos também pela saída de 21 deputados conservadores do partido, expulsos depois de terem votado contra Boris Johnson no Parlamento.

Thérèse Coffey, até agora ministra do Ambiente e que em 2016 fez campanha pela permanência na União Europeia, é a senhora que se segue na pasta do Trabalho.

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