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Grécia pode enfrentar crise pior que a de 2008

Economia grega irá sofrer este ano uma recessão igual ou maior que a dos piores anos da crise de 2008.

26 Julho, 2020 - 17:04

Vânia Mateus

De acordo com um relatório apresentado esta quarta-feira pela OCDE, a recessão vai acontecer de qualquer forma, mesmo que não haja segunda vaga de covid-19.
No caso de haver uma segunda onda do vírus antes do final do ano, a economia grega cairá 9,8% em 2020 e, se o contágio for controlado e não houver segunda vaga, vai contrair 8%.

Tendo em conta os dois cenários, só se prevê que a economia da Grécia recupere parcialmente em 2021. Poderá crescer 4,5% caso não haja ressurgimento da doença e 2,3% se houver.

Apesar de, nos últimos três anos, a economia grega ter registado melhorias significativas, o país continua a ser o que apresenta a maior taxa de desemprego da União Europeia. Só este ano, a OCDE estima que o número de desempregados aumente entre 3,5 e 3,8 pontos percentuais, afetando entre 21% e 21,3% da população ativa.

O relatório prevê ainda uma redução entre 14,3% e 17,3% na formação bruta de capital fixo para este ano. Já para 2021, estima-se que a formação bruta de capital fixo aumente em 8,7% se o país escapar a uma nova vaga da pandemia.

Apesar deste panorama, a OCDE destaca o esforço feito pelo Governo grego para reagir rapidamente à pandemia, tomando uma série de medidas cujo objetivo assentou na proteção dos rendimentos das famílias e no fornecimento de liquidez às empresas. A organização recomenda, por isso, que as medidas se mantenham nesse sentido.

A OCDE recomendou também ao executivo grego que aumente os programas de luta contra a pobreza, que ameaça principalmente os jovens, implementando políticas para reduzir o desemprego.

O relatório apelou também a que haja uma redução de impostos.

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