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Lava Jato: Suíça restituiu ao Brasil 324 M€ apreendidos

O inquérito tentacular sobre o escândalo de corrupção em torno dos concursos públicos do gigante petrolífero Petrobras já colocou na cadeia dezenas de executivos empresariais e figuras públicas.

13 Abril, 2019 - 15:27

Record TV com Lusa

A Suíça anunciou ter restituído ao Brasil 365 milhões de francos suíços (324 milhões de euros), que tinham sido apreendidos pela justiça suíça no âmbito do processo de corrupção que envolve as empresas brasileiras Petrobras e Odebrecht.

No Brasil, a operação “Lava Jato”, iniciada em 2014, revelou uma rede de corrupção montada por vários grupos brasileiros da construção, entre os quais a gigante Odebrecht, para manipular o mercado de subcontratação do grupo petrolífero Petrobras, envolvendo a distribuição de subornos a responsáveis políticos poderosos no Brasil e numa dezena de países na América Latina.

O procurador-geral suíço tem vindo a levar a cabo desde abril de 2014 uma série de investigações ao caso de corrupção que envolve a Petrobras e a Odebrecht, “em particular por suspeitas graves de branqueamento de capitais e, em muitos casos, por suspeitas de corrupção de agentes públicos estrangeiros”, indica um comunicado da justiça suíça, citado pela agência France-Press.

“Existem atualmente cerca de 70 procedimentos criminais em curso”, precisa o Ministério Público suíço.
“Até agora, a Suíça restituiu cerca de 365 milhões de francos suíços em favor dos lesados no Brasil com o consentimento das pessoas autorizadas”, acrescenta o texto, precisando que “as últimas tranches de cerca de 9 milhões de francos suíços (7,99 milhões de euros) foram restituídas no final de março”.

Este caso está longe da sua conclusão, uma vez que centenas de milhões de francos suíços estão ainda congelados na Suíça. Os valores patrimoniais ainda retidos pelas autoridades judiciárias helvéticas totalizam cerca de 700 milhões de francos suíços (621,45 milhões de euros), de acordo com o Ministério Público, que tem trabalhado em colaboração com o congénere brasileiro neste caso.

No Brasil, o inquérito tentacular sobre o escândalo de corrupção em torno dos concursos públicos do gigante petrolífero Petrobras já colocou na cadeia dezenas de executivos empresariais e figuras públicas de todo o espectro político.

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