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Mundo

Mais de um terço de jovens em 30 países vítima de ‘ciberbullying’

Sondagem divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) incluiu adolescentes de 30 países.

8 Setembro, 2019 - 10:55

Record TV com Lusa
Pixabay

Um em cada cinco dos mais de 170 mil jovens inquiridos, entre os 13 e os 24 anos, declarou ainda ter faltado à escola devido ao ciberbullying e à violência.

A UNICEF, que recolheu a informação através da plataforma gratuita de mensagens U-Report, onde os jovens prestam testemunho de forma anónima, considera o fenómeno “preocupante” e apela à “ação urgente” na aplicação de “políticas para a proteção de crianças e jovens contra o cyberbullying e o bullying”.

A sondagem revelou que, para quase três quartos dos jovens, as redes sociais, incluindo o Facebook, Instagram, Snapchat e Twitter, são “onde mais acontece o bullying online”.

“Melhorar a experiência educativa dos jovens significa ser responsável pelo ambiente que eles encontram online e offline”, disse a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Forre, citada num comunicado da organização.

Foram questionados jovens da Albânia, Bangladesh, Belize, Bolívia, Brasil, Burkina Faso, Costa do Marfim, Equador, França, Gâmbia, Gana, Índia, Indonésia, Iraque, Jamaica, Kosovo, Libéria, Malaui, Malásia, Mali, Moldávia, Montenegro, Myanmar (antiga Birmânia), Nigéria, Roménia, Serra Leoa, Trindade e Tobago, Ucrânia, Vietname e Zimbabué.

Cerca de 32% consideram que “os governos devem ser responsáveis por acabar com o cyberbullying”, enquanto 31% disseram que a responsabilidade cabia aos jovens e 29% que competia às empresas de Internet.

“Independentemente da sua origem geográfica e do seu nível de rendimento, os jovens de todo o mundo denunciaram que estão a ser vítimas de bullying online, o que está a afetar a sua educação, e que querem que isso pare”, disse Fore.

“Ao assinalarmos o 30º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança temos que garantir que os direitos das crianças estão na vanguarda das políticas de segurança e proteção digital”, salientou a diretora executiva da UNICEF.

A organização aconselha a “criação de linhas de apoio de âmbito nacional para apoiar crianças e jovens” e a “melhoria dos padrões éticos e das práticas, por parte das entidades que disponibilizam serviços de redes sociais, especificamente no que diz respeito à recolha, informação e gestão de dados”.

Defende também a formação de professores e pais para prevenir e dar resposta ao fenómeno.

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