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Mundo

Menina autista encontrada morta amarrada a árvore

Caso chocante aconteceu em São Paulo, no Brasil.

2 Outubro, 2019 - 10:51

Daniela Carrilho
DR

Raíssa Dadona, de nove anos, foi com a mãe e o irmão mais novo a uma festa infantil na escola primária municipal Colégio de Educação Unificada Anhanguera, no domingo.

O estabelecimento de ensino promove encontros entre família, alunos e professores nos fins de semana.

Vânia, mãe da menina, terá deixado a filha na fila de uma das diversões, rodeada de crianças, para ir comprar pipocas. Quando regressou, Raíssa já tinha desaparecido.

Um grupo de voluntários e a polícia juntaram-se para procurar a menina no interior da escola e nas imediações. Cerca de dias horas depois, a cinco quilómetros do local, um rapaz comunicou aos guardas do Parque Anhanguera, no bairro Perús, no extremo oeste de São Paulo, que tinha visto um corpo pendurado numa árvore.

O cadáver era de Raíssa. A menina, que sofria de autismo, foi encontrada já sem vida com uma fita enrolada ao pescoço que a mantinha na posição vertical. O rosto da menina estava muito ensanguentado devido a vários ferimentos, que dificultaram a sua identificação. As roupas cor-de-rosa, com que tinha ido à festa, ajudaram no processo de reconhecimento da criança.

Os exames efetuados ao corpo davam conta de inúmeras escoriações e ferimentos em todo o corpo. Além disso, ainda sem confirmação das autoridades, a menor poderá ter sido abusada sexualmente.

O jovem que terá encontrado o corpo foi tratado como uma testemunha importante no caso até ao momento em que a polícia brasileira teve acesso a imagens de câmaras de videovigilância do bairro.

O rapaz, de 12 anos, era colega da menina na escola e passou à condição de principal suspeito do crime.

Nas imagens, divulgadas nas redes sociais, Raíssa e o rapaz aparecem a caminhar de mãos dadas e ele transporta a mochila rosa da menina.

Na segunda-feira, a mãe do rapaz revelou à polícia que o filho lhe confessou ter assassinado Raíssa no dia do crime.

Na madrugada de ontem, em novo interrogatório, o jovem mudou a sua versão. Agora afirmou que foi obrigado por um homem a matar a colega.

O funeral de Raíssa realizou-se na segunda-feira, numa cerimónia restrita. A mãe da menina relembra-a como uma menina doce e introvertida.

As autoridades locais continuam a investigar o crime macabro, aguardando mais imagens, eventuais testemunhas e os resultados finais da perícia médica.

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