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Nova Zelândia: Terrorista transmitiu massacre em direto no Facebook

O massacre fez 49 mortos e dezenas de feridos.

15 Março, 2019 - 13:30

Daniela Carrilho
Reuters

O principal autor dos ataques terroristas desta sexta-feira, em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, preparou o atentado ao pormenor.

Antes de perpetrá-lo, anunciou o que iria fazer na sua página de Facebook com a seguinte mensagem: “Bem, está na hora de parar de escrever publicações e realmente fazer algo real. Vou realizar um ataque contra os invasores, e vou inclusive transmiti-lo através do Facebook. O link está aqui e no momento em que vocês estiverem a ler isto já estarei em direto. Tem sido uma viagem longa entre ineficácia e degeneração. Por isso, partilhem a minha mensagem através de ‘memes’ e partilhas que costumam fazer. Se eu não sobreviver ao ataque, adeus, que Deus vos acompanhe e voltaremos a encontrarmos um dia mais tarde.”

Brenton Tarrant, australiano de 28 anos, tinha uma câmara instalada no capacete e filmou-se a disparar dentro de uma das mesquitas, matando dezenas de pessoas.

Nas imagens, vê-se o homem a conduzir até ao local do massacre, com várias armas no lugar do pendura, enquanto ouve uma música muito alegre.

Estacionado perto da mesquita de Al Noor, vai à mala do carro e retira outras armas de guerra, munições e carregadores.

Logo à entrada, dispara uma espingarda automática contra quem vai encontrando no seu caminho. Durante cerca de seis minutos, dispara sem parar contra todos os que vê.

Entretanto, Brenton sai da mesquita e continua a disparar – e matar – discriminadamente.

Ao que tudo indica, o terrorista ter-se-á inspirado em Anders Behring Breivik, um assassino em série da Noruega, com o objetivo de vingar as mortes causadas por todos os estrangeiros que atualmente vivem no país.
O Facebook também reagiu ao ataque terrorista, revelando que eliminou o vídeo e todas as contas de Brenton nas rede sociais.

“A polícia da Nova Zelândia alertou-nos sobre o vídeo no Facebook pouco depois de a transmissão ter começado e removemos o vídeo assim como as contas de Facebook e Instagram. Também estamos a remover quaisquer elogios e apoio ao crime e ao atirador ou atiradores assim que estivermos ao corrente. Continuaremos a trabalhar diretamente com a polícia da Nova Zelândia à medida que a resposta e investigação continuam”.

As imagens são perturbadoras e a Record TV optou por não divulgar a totalidade do vídeo, para não incentivar o ódio e a violência deste momento. Veja:

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