OMS denuncia 43 ataques contra instalações de saúde

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Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 300 instalações de saúde ucranianas estão na linha de conflito ou em áreas que a Rússia passou a controlar. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrou esta quarta-feira um novo balanço, onde refere que a guerra na Ucrânia já causou 43 ataques contra instalações de saúde. 

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, mais de 300 instalações de saúde ucranianas estão na linha do conflito ou em áreas que a Rússia passou a controlar e outras 600 estão a 10 quilómetros da linha de conflito. 

Ghebreyesus pediu aos doadores, durante a videoconferência de imprensa semanal da organização, mais investimento para que os civis e os refugiados ucranianos recebam a ajuda de que necessitam. 

“Enormes quantias de dinheiro estão a ser gastas em armas”, criticou, assinalando que a OMS apenas obteve oito milhões de dólares (7,2 milhões de euros) de um total de 57,5 milhões de dólares (52,3 milhões de euros) de financiamento solicitado para a assistência sanitária à Ucrânia.

Até à data, a OMS enviou cerca de 100 toneladas de material médico para a Ucrânia, incluindo “kits” de transfusão de sangue, desfibrilhadores, insulina, oxigénio e anestésicos.

O diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Mike Ryan, sublinhou que os ataques contra as instalações de saúde na Ucrânia e noutras partes do mundo são “totalmente inaceitáveis” e violam o direito humanitário internacional.

De acordo com Ryan, não se trata apenas de “destruir edifícios”, mas de “destruir a esperança” de as pessoas serem tratadas.