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Passou 37 anos na prisão por crimes que não cometeu

Robert DuBoise foi condenado pelos crimes de violação e homicídio.

15 Setembro, 2020 - 15:11

Diogo Ramalho
Innocence Project

Robert DuBoise, um norte-americano de 55 anos, foi condenado a prisão perpétua por violação e homicídio e esteve preso ao longo dos últimos 37 anos.

No final de agosto, os exames de ADN provaram que estava preso injustamente, mas só na segunda-feira é que o homem norte-americano foi libertado, depois da audiência final em que foi ilibado perante a justiça dos Estados Unidos.

“Este tribunal falhou-lhe durante 37 anos”, reconheceu o juiz Christopher Nash.

Na audiência em causa, ficou provado que DuBoise foi condenado com base no testemunho de um informador que não era de confiança e numa análise errada de marcas de dentadas no rosto da vítima.

O homem foi condenado pelo homicídio de Barbara Grams, de 19 anos, em 1983. A jovem foi violada e agredida até à morte quando caminhava para casa depois do trabalho num centro comercial de Tampa, na Florida.

A libertação do suspeito só foi possível devido a uma cooperação entre os procuradores e o Innocence Project, uma organização sem fins lucrativos que trabalha para libertar reclusos condenados erradamente.

A análise de ADN detetou que estiveram duas pessoas envolvidas na violação e morte de Barbara Grams, mas nenhuma das duas foi o homem condenado.

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