fbpx
Select Page
Mundo

Professora venezuelana presa e torturada

Mulher protestou contra a falta de gasolina no país.

15 Outubro, 2020 - 15:08

Diogo Ramalho

A detenção ocorreu em 29 de agosto mas o caso só foi agora conhecido, depois de a mulher, Denis Ávila, contar ao juiz de um tribunal “como foi golpeada, queimada com cigarros e encerrada num calabouço cheio de excrementos”, segundo o portal El Pitazo.

“Denis Ávila foi detida depois de passar uma semana numa fila para combustível numa estação de serviço de Tinaco. Foi presa, golpeada e abusada física e psicologicamente antes de ser apresentada perante um tribunal”, explica.

Na origem da discórdia esteve uma alegada reclamação da mulher pela suspensão do abastecimento de combustível à população, enquanto alguns polícias mantinham uma fila paralela, preferencial, inclusive para viaturas particulares, onde era permitido abastecer apesar de não existir correspondência entre o último número da matrícula e o dia da semana estabelecido no calendário oficial de acesso à gasolina.

“Em instantes, as pessoas que reclamavam foram emboscadas por funcionários policiais. Nunca houve intenção de bloquear a estrada ou protestar, apenas queriam respostas”, explica o El Pitazo, destacando que algumas pessoas foram espancadas no local por alegados oficiais das forças de segurança.

Já na prisão, vários funcionários policiais tentaram, sem sucesso, obrigar a vítima a ser fotografada num cenário em que apareciam engenhos explosivos domésticos, pneus e garrafas. Como resistiu, a professora foi atirada contra uma “vidreira” que se rompeu enquanto os polícias gritavam “aqui mandamos nós, vocês estão presos”.

Na audiência em tribunal, o Ministério Público acusou a professora dos delitos de obstrução de via pública, alteração da ordem e ultraje a funcionário público.

Antes da leitura da sentença, o juiz concedeu a palavra a Denis Ávila, que na audiência contou com pormenores os maus-tratos a que foi sujeita após a detenção, e mostrou os sinais físicos que ainda ficaram das queimaduras nos glúteos, seios e braços, e que não constavam do expediente policial.

O juiz concedeu-lhe liberdade plena e ordenou ao Ministério Público que iniciasse uma investigação sobre as torturas realizadas.

Apesar de esperar justiça no caso, a vítima diz ter medo de possíveis represálias dos funcionários da prisão denunciados, uma vez que passou de acusada a acusadora.

Mrec - Amor Sem Igual (Versão Quinta)

Últimas

SHARE RECORD TV MAGAZINE

Record TV Europa