Protestos no Irão fazem várias mortes

Protestos no Irão fazem várias mortes
REUTERS

Televisão estatal conta pelo menos 17 vítimas mortais na sequência dos protestos, originados pela morte de Mahsa Amini.

Os maiores protestos dos últimos anos no Irão duram já há vários dias, com os ânimos a aquecerem cada vez mais. Os protestos geraram confrontos entre manifestantes antigovernamentais e a polícia,

Ao sétimo dia de protestos, a indignação pela morte de Mahsa Amini atingiu 80 cidades e vilas. A violência provocada pelos protestos já fez 17 vítimas mortais, entre elas quatro agentes da ólicia, segundo números avançados pela televisão estatal, mas uma organização de direitos humanos dá conta de 31 civis.

Durante as rebeliões, várias mulheres tiraram a queimaram o lenço islâmico como sinal de protestos.

Outras mostram-se a cortar o cabelo com sinal de descontentamento e revolta pela morte de Mahsa.

Os protestos foram desencadeados pela morte de Mahsa Amini, uma jovem curda de 22 anos, morreu na semana passada depois de ter sido detida quando visitava Teerão pela chamada polícia da moralidade, por utilizar “trajes desadequados”, quando alegadamente violada a lei que obriga as mulheres a tapar o seu cabelo com um hijab ou um lenço, assim como dita que braços e pernas devem ser tapados com roupas largas.

A jovem faleceu depois de ter ficado em coma durante três dias, enquanto estava sob custódia das autoridades que afirmou que a jovem morreu depois de sofrer um “ataque cardíaco”. Uma informação que é negada pelo pai da jovem, que diz que a filha não tinha problemas cardíacos.

“Eles estão a mentir. É tudo mentira. Por muito que eu implorasse, não me deixaram ver a minha filha”, afirmou Amjad Amini à BBC.

Mahsa Amini foi sepultada no passado sábado com o pai a dizer que não lhe foi permitido ver o corpo da filha, que estava completamente tapado, com exceção do rosto e dos pés que, segundo o pai, tinham vários hematomas.