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Quinze reféns raptadas pelo Boko Haram conseguem fugir após meses em cativeiro

As mulheres e crianças foram raptadas em dois momentos diferentes, um deles em outubro de 2020 e o outro em maio deste ano.

12 Outubro, 2021 - 17:44

Record TV com Lusa

Seis mulheres e nove crianças, raptadas por elementos do grupo extremista Boko Haram durante ataques no nordeste da Nigéria, conseguiram fugir após meses em cativeiro, de acordo com responsáveis do estado do Borno.

Os 15 reféns libertados reuniram-se com o governador do Borno, Babagana Zulum, na capital do estado, Maiduguri.

“Hoje é um dos nossos momentos mais felizes por vermos estas jovens e mulheres, que foram raptadas pelos rebeldes”, disse Babagana Zulum na segunda-feira, atribuindo a sua liberdade a “orações e programas de reconciliação e reintegração em curso” no estado de Borno.

O governador sublinhou que esperava uma “paz absoluta”, que pusesse fim à insurreição extremista de 10 anos, devido à qual já morreram milhares de pessoas e muitas outras foram raptadas.

As 15 mulheres e crianças foram raptadas em dois momentos diferentes, um deles em outubro de 2020 e o outro em maio deste ano, quando os terroristas atacaram as aldeias onde viviam nos estados de Borno e Adamawa, ambos muito afetados pela violência extremista, explicou, por seu lado, Zuwaira Gambo, comissária para os assuntos das mulheres no estado de Borno.

As mulheres e crianças caminharam durante seis dias, através da floresta de Buni Yadi, até serem descobertas pelas forças de segurança e levadas para um local seguro, no estado de Borno, adiantou Gambo.

O Boko Haram e elementos dos Estado Islâmico na África Ocidental têm como alvo mulheres e crianças nos ataques realizados no nordeste da Nigéria. Assim, mais de 1.000 crianças foram raptadas desde 2013, de acordo com a agência de desenvolvimento da ONU. Este dado inclui o rapto de 276 raparigas de uma escola em Chibok, em 2014, que provocou a indignação internacional, e das quais 100 ainda estão desaparecidas.

“As mulheres raptadas foram sujeitas a violência e abuso e utilizadas como espiãs, combatentes e bombistas suicidas”, disse o PNUD num relatório de 2020.

“As mulheres que escaparam ou foram libertadas nem sempre são bem-vindas de volta às suas comunidades e as que regressam do cativeiro ou estiveram envolvidas com grupos armados não têm acesso aos programas de formação, aconselhamento e reintegração, que visam os homens”, salientou-se no relatório.

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