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Mundo

Sete em cada 10 sítios naturais da UNESCO em risco

Locais poderão ser afetados por alterações climáticas.

10 Fevereiro, 2019 - 12:21

Record TV com Lusa

Filipe Duarte Santos disse que 71% dos sítios naturais da UNESCO incluídos numa lista de mais de mil locais defendidos pelos critérios da UNESCO como património mundial serão afetados pelas alterações climáticas.

O Presidente do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável salientou que as concentrações de dióxido de carbono (CO2) aumentaram 42% desde o período pré-industrial.

As temperaturas na Terra, que estiveram 52 milhões de anos num processo descendente, vão fazer o percurso inverso em apenas centenas, avisou.

Há 52 milhões de anos a temperatura era, em média, 10 graus superior à de hoje e começou a descer desde então, disse o especialista, acrescentando que o planeta está a fazer o percurso inverso em poucas centenas de anos.

Lembrando que são os combustíveis fósseis os que provocam maiores emissões de CO2 (62%), e que desde 1970 há uma tendência de subida da temperatura, Filipe Duarte Santos alertou para consequências dessa subida, como os fenómenos de extremos meteorológicos mais frequentes ou a subida do nível do mar, que levam a ciclones tropicais também mais intensos e com mudança de trajetória, aproximando-se da Europa.

A juntar a tudo isso, há a destruição de recifes de coral pelo aumento da temperatura da água, há a “descida abrupta” do pH dos oceanos (água mais ácida devido à absorção do CO2), que se tinha mantido constante nos últimos 25 milhões de anos, e há uma tendência cada vez maior de menos chuva nos países do sul da Europa e no Mediterrâneo, na ordem dos 30% menos, disse Filipe Duarte Santos.

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