Zelensky discursa hoje na cimeira da NATO

Zelensky discursa hoje na cimeira da NATO

Cimeira “transformadora” decorre em Madrid.

A cimeira da NATO, que decorre em Madrid, com mais de 40 chefes de Estado e de Governo e um programa condicionado pela guerra na Ucrânia, arrancará com uma intervenção do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Estarão em Madrid delegações de 44 países, incluindo Portugal, e o número de líderes de Governo e de chefes de Estado é o maior de sempre numa cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), que tem sido designada como “chave”, “transformadora”, “crucial” ou “histórica” pelos dirigentes dos estados-membros e da própria aliança militar, atendendo à invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Durante esta cimeira, os 30 países aliados na NATO vão aprovar o reforço de meios no terreno no leste da Europa e de tropas em prontidão, que neste caso passarão de 40 mil para mais de 300 mil, segundo declarações do secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, que disse estar em causa “a maior revisão” da estratégia de dissuasão e defesa da organização desde a Guerra Fria.

Ainda segundo Stoltenberg, o novo Conceito Estratégico que será aprovado nesta cimeira, que orientará a ação da aliança na próxima década, deverá definir a Rússia como a sua maior e mais direta ameaça à NATO, depois de no anterior, aprovado em Lisboa, em 2010, ter ficado escrito uma aproximação a Moscovo.

O Conceito Estratégico fará parte da agenda da primeira sessão de trabalho da cimeira, em que estará o primeiro-ministro português, António Costa, e na qual haverá uma intervenção de Zelensky, por videoconferência.

O apoio à Ucrânia é unânime no seio da NATO e a aliança vai aprovar em Madrid um novo pacote de ajuda integral a Kiev. Também Geórgia, Moldova e Bósnia terão nos planos de ajuda da NATO aprovados em Madrid, segundo Stoltenberg.

À tarde, os países da NATO reúnem-se com estados parceiros da Aliança Atlântica.

Entre os parceiros e convidados da cimeira estão países da Ásia e do Pacífico (Austrália, Japão, Coreia do Sul e Nova Zelândia), do Médio Oriente (Jordânia) e de África (Mauritânia), assim como os seis estados da União Europeia (UE) que estão fora da NATO (Finlândia, Suécia, Áustria, Chipre, Irlanda e Malta).

Na terça-feira, a Turquia levantou o seu veto à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, após a assinatura de um memorando que “responde às preocupações” de Ancara.