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Portugal

93 lares ilegais encerrados desde o início do ano

Segurança Social fechou nove das instituições com carácter urgente.

3 Novembro, 2019 - 15:13

Patrícia de Freitas

Num país cada vez mais envelhecido, ir para um lar vai muito além das necessidades de uma pessoa idosa. Pode-se dizer, sem que seja um exagero, que ir para um lar é um luxo, dado os preços que atualmente são praticados.

A mensalidade cobrada numa instituição comparticipada pelo Estado raramente é inferior a 1.080 euros. Um valor que poderá ser ainda mais elevado no caso dos lares privados. Para as famílias que não têm condições para cuidar de um familiar idade avançada ou, simplesmente, um idoso que não tem ninguém que olhe por ele a solução passa por ofertas mais acessíveis e assim vai crescendo o negócio dos lares clandestinos, em casas de senhores que cuidam a tempo inteiro de idosos sem que reúnam as condições mínimas para prestar cuidados.

Nos primeiros nove meses do anos, a Segurança Social realizou 508 ações de fiscalização, que culminaram com o encerramento de 93 lares ilegais. Uma média de 10 por mês. Nove das instituições foram fechadas com carácter de urgência, segundo dados do Instituto de Segurança Social, divulgados esta terça-feira pelo Jornal de Notícias.

Os números não surpreendem a Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casas de Apoio de Idosos. Aliás, a associação desconfia que são dados muito àquem da realidade e estima que 30 a 35 mil idosos vivam atualmente em lares ilegais, sobretudo na Grande Lisboa.

A culpa? Falta de respostas das instituições sociais, atualmente lotadas, e a cobrança de serviços a peso de ouro no setor privado. Quanto às casas clandestinas, essas deverão continuar a proliferar até porque, de acordo com a Associação, só 10% dos lares ilegais cumprem a ordem de encerramento. Os outros 90% mudam de morada e não são punidos.

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