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Cirurgias que excederam tempo máximo de espera duplicaram em 2018

by 10 Agosto, 2019 - 17:19

Serviço Nacional de Saúde apresentou taxas de incumprimento dos tempos de espera clinicamente aceitáveis de 18,5% nas cirurgias programadas e de 39% nas primeiras consultas de especialidade hospitalares.

by 10 Agosto, 2019 - 17:19

Record TV com Lusa

As cirurgias que ultrapassaram o tempo de espera clinicamente aceitável duplicaram nos primeiros cinco meses de 2018 quando comparadas com o final de 2017.

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde apresentaram taxas de incumprimento dos tempos de espera clinicamente aceitáveis de 18,5% nas cirurgias programadas e de 39% nas primeiras consultas de especialidade hospitalares, segundo a análise feita pela Entidade Reguladora da Saúde entre janeiro e maio de 2018.

O regulador aponta para a duplicação da percentagem das cirurgias realizadas além dos tempos máximos de resposta garantidos, mas destaca que nos casos de cirurgias “muito prioritárias” e “prioritárias” a taxa de incumprimento diminuiu. Foi, assim, nas cirurgias programadas consideradas de prioridade “normal” que o incumprimento aumentou.

Em comparação com o período de agosto a outubro de 2017, “verificou-se um aumento para mais do dobro na percentagem de cirurgias realizadas com espera acima do tempo máximo de resposta garantido (…), embora se deva assinalar que este aumento na globalidade das cirurgias se deveu ao crescimento acentuado nos casos de prioridade normal”.

Na análise feita nos últimos meses de 2017, eram pouco mais de 7% as cirurgias de prioridade normal feitas além do tempo máximo recomendado, quando em 2018 se registaram 21%.

“Estas constatações permitem concluir que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde não foram capazes de acompanhar a redução dos tempos máximos de resposta garantidos para os casos de prioridade normal, de 270 para 180 dias, introduzida a partir de 1 de janeiro de 2018”, refere o documento da ERS.

Em abril deste ano, o relatório de um grupo técnico independente criado pelo Ministério da Saúde indicava que os critérios para definir os tempos máximos de resposta em consultas e cirurgias terão sido “políticos” e não clínicos, sem que tenha havido um “aumento proporcional na capacidade de resposta dos vários hospitais do SNS”.

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