Corpo de Rendeiro retirado da morgue em Durban

Audiência de João Rendeiro adiada
LUSA

Cadáver encontra-se agora em Joanesburgo.

A retirada do corpo da morgue estatal sul-africana ocorreu na tarde de sexta-feira e a transferência para Joanesburgo decorreu no dia seguinte, conduzida pelas autoridades portuguesas na África do Sul, envolvendo a contratação de dois agentes funerários, explicou.

Por seu lado, uma fonte dos serviços forenses sul-africanos confirmou à Lusa a retirada do corpo da morgue de Pinetown, salientando que havia contactado por telefone a rede consular de Portugal na África do Sul, na passada terça-feira, para obter um “ponto de situação” sobre a recolha do corpo do cidadão português encontrado morto há cerca de três semanas na prisão de Westville, em Durban.

As autoridades portuguesas na África do Sul não se fizeram representar no ato de entrega dos restos mortais do ex-banqueiro, salientou a mesma fonte.

João Rendeiro, de 69 anos, foi encontrado morto no dia 12 de maio, cerca da meia-noite na prisão de Westville e deveria ser presente em tribunal na manhã seguinte, segundo uma nota do Departamento de Serviços Penitenciários da África do Sul.

O porta-voz daqueles serviços, Singabakho Nxumalo, excluiu à Lusa a possibilidade de envolvimento de terceiros.

O corpo de João Rendeiro chegou à morgue em 13 de maio, onde foi reconhecido pelo cônsul honorário de Portugal em Durban, Elias de Sousa, explicou a fonte dos serviços forenses sul-africanos à Lusa.

A autópsia do antigo presidente do BPP foi realizada em 17 de maio por uma médica especialista forense sul-africana na presença da polícia da África do Sul (SAPS), que está a investigar as causas da morte na prisão de Westville.

O Tribunal de Verulam, norte de Durban, encerrou oficialmente em 20 de maio o processo de extradição do ex-banqueiro português, confirmando que “um inquérito foi aberto pela polícia na prisão de Westville”, onde João Rendeiro estava detido.

O antigo presidente do BPP estava detido na África do Sul desde 11 de dezembro de 2021 a aguardar extradição, após três meses de fuga à justiça portuguesa para não cumprir pena em Portugal.