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Portugal

Estudo estabelece relação entre genética e obesidade abdominal em meninas

A ligação positiva entre um gene (FTO) e a obesidade infantil em raparigas não é sequer variável com atividade física.

14 Setembro, 2019 - 17:17

Patrícia de Freitas

Uma equipa de investigadores do Centro de Antropologia e Saúde da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra concluiu que esta descoberta é “muito problemática devido ao risco da obesidade abdominal para a saúde” das crianças do sexo feminino.

No estudo científico, publicado no American Journal of Human Biology, consta-se que “existe uma associação forte e significativa entre o polimorfismo de nucleótido simples do gene associado à obesidade FTO (fat mass and obesity-associated gene) e o risco de obesidade abdominal em meninas mas não em meninos”, citando um comunicado enviado à agência Lusa.

Curiosamente, a prática de exercício físico, seja em maior ou menor, não abranda a influência do gene FTO no ganho de peso corporal nos mais novos, ao contrário do que acontece com os adultos.

As meninas são as principais prejudicadas por este gene, uma vez que são mais sedentárias e mais susceptíveis a ganhar peso do que os rapazes.

440 crianças portuguesas, entre as quais 227 meninos e 213 meninas, com idades entre os 3 e os 11 anos, de vários estabelecimentos de ensino da região Centro do país, compuseram a amostra do projeto “Desigualdades na obesidade infantil: o impacto da crise económica em Portugal de 2009 a 2015”, coordenado por Cristina Padez, e cofinanciado pelo programa “COMPETE 2020, Portugal 2020” e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

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