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Portugal

“Eu matei a minha própria filha”

Rafaela Cupertino matou a filha recém-nascida com três facadas no peito, após um parto em casa, no Seixal, em abril do ano passado.

6 Fevereiro, 2019 - 10:25

Daniela Carrilho

A homicida apresentou-se na segunda sessão de julgamento, que ficou marcada pela frieza com que revelou detalhes do crime.

Rafaela Cupertino contrariou a tese do Ministério Público perante os juízes, adiantando que nunca premeditou matar a filha durante a gravidez.

“Estava a tirar os meus filhos do carro quando me rebentaram as águas. Subi para casa, dei-lhes de comer e banho e comecei com dores às 21:30”, contou Rafaela.

Com a ajuda da irmã Inês Cupertino, Rafaela consumou o parto na casa de banho de casa. Num discurso frio, a homicida revelou como matou a filha recém-nascida.

“Coloquei-a de cabeça para baixo na banheira com água, uns segundos, depois peguei numa faca e desferi três golpes no peito, do lado esquerdo. Matei a minha própria filha”, admitiu.

A mulher não conseguiu argumentar o motivo pelo qual cometeu o crime, revelou que era vítima de violência doméstica por parte do companheiro e ainda tentou ilibar a irmã do crime.

“Pedi ajuda para o parto e ela estava a tirar-me a placenta quando pus a bebé na banheira. Quando ela viu a bebé morta ficou em choque e perguntou-me porque é que eu tinha feito aquilo”, contou Rafaela.

Inês Cupertino, que também já em prisão preventiva na cadeia de Tires, será ouvida na próxima audiência.

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