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Portugal

Falsos advogados acusados de burlar brasileiros

by 18 Julho, 2019 - 16:53

Arguidos garantiam aos cidadãos estrangeiros que tinham contactos dentro do SEF e que conseguiam marcações de atendimento de forma rápida. Burlões cobravam entre 150 a 350 euros pelos serviços.

by 18 Julho, 2019 - 16:53

Anabela Benedito

O caso começou a ser investigado há dois anos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, depois de vários cidadãos estrangeiros, maioritariamente de nacionalidade brasileira, terem denunciado que tinham sido vítimas de um esquema ilegal.

Quando os imigrantes se deslocavam aos balcões do SEF para tratar da sua situação documental em território nacional eram confrontados com a inexistência de qualquer agendamento em seu nome.

Em comunicado, o SEF adianta que “a investigação permitiu apurar que um dos arguidos engendrou um plano para ludibriar os cidadãos estrangeiros que se encontravam em situação particularmente vulnerável em território nacional.”

O arguido identifica-se como advogado e garantia aos cidadãos estrangeiros que, por via dos seus conhecimentos jurídicos e contactos dentro do SEF, agilizava e tratava dos  processos, conseguindo, nomeadamente, efetuar marcações para atendimento de forma célere.

O arguido anunciava a sua atividade nas redes sociais, em particular através do Facebook, tendo uma conta onde publicitava os seus serviços jurídicos. Eram sobretudo páginas frequentadas pela comunidade brasileira na região de Lisboa. Pelos serviços, o burlão cobrava entre 150 a 350 euros.

Após contacto via telefone por parte dos clientes, o arguido recolhia os seus documentos para, alegadamente, tratar do processo de residente junto do SEF.

De acordo com a investigação, o falso advogado entregava um documento forjado com a marcação de um atendimento. Perto da data de agendamento entrava em contacto com as pessoas para informar que devido a constrangimentos do Serviço a marcação seria reagendada para mais tarde. Tudo para tentar adiar ao máximo os falsos agendamentos com novas e sucessivas datas alternativas.

O engano só era quando os cidadãos compareciam aos balcões do SEF e eram informados de que tinham caído num esquema ilícito.

O SEF adianta ainda que face à dimensão do esquema e ao volume de cidadãos enganados, um outro homem também acusado pelos mesmos crimes.

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