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Portugal

Fenprof quer que o Ministério Público investigue as mortes de três docentes

Mário Nogueira alega que os docentes estão cansados e fala mesmo em burnout.

17 Julho, 2019 - 09:00

Patrícia de Freitas
Lusa

A Federação Nacional dos Professores quer que o Ministério Público investigue as mortes de três docentes que, nos últimos meses, morreram em trabalho. Em conferência de imprensa, Mário Nogueira diz não acreditar que estes óbitos não se tratem de mera coincidência, até porque um recente estudo da Fenprof concluiu que sete em cada dez professores estão esgotados e que apresentam níveis elevados de burnout devido à carga laboral a que estão atualmente sujeitos.

Uma das mortes é a de uma professora de Manteigas que caiu inanimada no chão enquanto lecionava uma aula. A docente coordenava todas as turmas do 7º ao 12º ano de inglês e, de acordo com Mário Nogueira, preparava diariamente seis níveis diferentes de aulas.

O segundo óbito é de uma docente do Fundão, encontrada morta à secretária. Na época, a mulher era responsável pela correção de 60 provas de aferição, pelo lançamento de notas de avaliação e ainda pela vigilância de exames.

O dirigente da Fenprof falou também no terceiro caso, em que a morte de um professor do agrupamento de escolas de Odivelas ocorreu, segundo o relatório da medicina legal, pela uma da manhã. A mesma hora em que o docente enviou, por correio eletrónico, dados pedidos pelo estabelecimento de ensino onde trabalhava.

Situações que a Fenprof espera ver esclarecidas para tentar perceber se, afinal, o desgaste físico e emocional, provocado pela sobrecarga com projetos, reuniões e outras tarefas atribuídas aos docentes, pode culminar em morte.

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