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Portugal

Funeral do estudante assassinado em Bragança realiza-se hoje

Luís Giovani morreu em dezembro de 2019 após ter sido vítima de agressões violentas à porta de uma discoteca.

18 Janeiro, 2020 - 10:46

Record TV com Lusa

O corpo do jovem chegou na segunda-feira à ilha do Fogo, de onde era natural, estando o funeral agendado para hoje.

A informação consta de uma nota divulgada pela Câmara Municipal de Mosteiros, onde nascei, e que refere que o estudante e artista daquela ilha, que estava em Bragança desde outubro, morreu “após ser espancado por um grupo de cerca de 15 indivíduos”.

A Polícia Judiciária portuguesa está a investigar a morte do estudante cabo-verdiano do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), cujos contornos ainda não são claros.

O corpo do jovem, que morreu com 21 anos, chegou à cidade de São Filipe, capital da ilha do Fogo, ao final da tarde de segunda-feira.

O funeral está marcado para hoje, às 10:00 locais (mais uma hora em Lisboa).

Há uma semana, uma marcha apresentada como pacífica juntou mais de 1000 pessoas a exigir, pelas ruas da Praia, justiça para o caso de Luís Giovani.

A manifestação acabou por ficar descontrolada junto à embaixada portuguesa, com os participantes a derrubarem várias barreiras policiais do perímetro de segurança até chegarem junto dos portões do edifício, com críticas a Portugal e às autoridades, além de queixas de racismo.

Seguiram-se outros momentos de tensão que levaram à mobilização do Corpo de Intervenção da Polícia Nacional, depois de os manifestantes irromperem pelo espaço exterior da Assembleia Nacional, chegarem à residência oficial do Presidente da República e seguindo depois para a residência oficial da embaixadora de Portugal em Cabo Verde, onde foram travados por um cordão policial.

No protesto, que se repetiu também na localidade de Mosteiros, foram feitas críticas às autoridades portuguesas pela falta de explicação sobre o que aconteceu com o estudante, alegadamente agredido em 21 de dezembro e que morreu 10 dias depois num hospital do Porto.

O Governo português lamentou a “bárbara agressão” que resultou na morte do estudante, deixando garantias de que os responsáveis serão identificados e levados à justiça, enquanto o Governo cabo-verdiano exigiu uma investigação célere.

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