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Portugal

Greve na função pública terá hoje primeiros efeitos

A greve dos funcionários públicos, marcada para amanhã, terá os seus primeiros efeitos ainda hoje, nos hospitais e serviços de recolha de lixo, onde os horários noturnos se iniciam entre as 22:00 e as 24:00.

14 Fevereiro, 2019 - 09:34

Record TV com Lusa
Lusa

 

As estruturas sindicais que convocaram esta greve nacional estimam que vá ter uma elevada adesão, com um impacto mais visível nos sectores da saúde, educação, finanças e autarquias, podendo levar ao encerramento de escolas e deixar lixo por recolher.

Na prática, a paralisação inicia-se esta noite dado que o pessoal da recolha de lixo começa a trabalhar a partir das 22:00 na maioria dos municípios e quem trabalha de noite nos hospitais inicia o turno às 11:00.

Na base do protesto, que envolve sindicatos da CGTP e da UGT, está o facto de o Governo prolongar o congelamento salarial por mais um ano, limitando-se a aumentar o nível remuneratório mais baixo da administração pública, de 580 para 635,07 euros, na sequência do aumento do salário mínimo nacional para os 600 euros.

A paralisação começou por ser marcada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), há cerca de um mês, na expectativa de que o Governo ainda apresentasse uma proposta de aumentos generalizados para a função pública, o que não veio a concretizar-se.

A Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) e a Federação Nacional da Educação (FNE), filiadas na UGT, marcaram dias depois greve para a mesma data, pelos mesmos motivos.

A FESAP e FNE emitiram um pré-aviso de greve também para hoje para dar cobertura legal a quem queira participar numa concentração de dirigentes e ativistas sindicais que vai decorrer ao início da tarde em frente ao Ministério das Finanças, em Lisboa.

O secretário-geral da UGT vai participar na ação de luta, onde será aprovada uma resolução para entregar no Ministério das Finanças.

A última greve nacional da administração pública ocorreu em 26 de outubro e foi convocada pela Frente Comum, pela FESAP e pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

Nessa data, os sindicatos assumiram que aquela tinha sido a maior greve na Função Pública desde o período de intervenção da ‘troika’, com adesões médias entre os 80 e 90% na saúde e na educação e de 100% em muitas autarquias e tribunais.

Os trabalhadores da função pública têm os salários congelados desde 2009.

A Frente Comum reivindica aumentos de 4% e um aumento mínimo de 60 euros, para quem ganhe até 1.500 euros.

A FESAP reivindica 3,5% de aumento.

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