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Portugal

Há cada vez mais “falsas urgências” nos hospitais públicos

A falta de médicos de família está a saturar os serviços de urgência nos hospitais. Só este ano, mais de 40% dos atendimentos não eram urgentes.

8 Dezembro, 2019 - 17:18

Patrícia de Freitas

Aproxima-se a época da gripe, altura em que os hospitais ficam congestionados. E prepare-se porque os longos tempos de espera nas urgências tendem a agravar-se. Desde o início do ano, o número de episódios de “falsas urgências” cresceu.

43% dos atendimentos urgentes em meio hospitalar foram triados como não urgentes, uma percentagem superior à de 2018 (41,8%) e 2017 (42%), segundo dados do Portal do Serviço Nacional de Saúde. A explicação é simples. As respostas nos cuidados primários não estão a corresponder às necessidades dos pacientes, dada a falta de profissionais na medicina familiar.

O Jornal de Notícias adianta que, a nível geográfico, Lisboa e Vale do Tejo é a que mais sofre com falta de médicos de família. Só nesta região, metade dos doentes que foram aos hospitais receberam pulseiras verdes e azuis, o equivalente a episódios pouco ou nada urgentes.

Há hospitais de Barcelos e de Vila do Conde – Póvoa do Varzim está em marcha um projeto-piloto de reencaminhamento de doentes para centros de saúde. Uma medida que, segundo a Administração Regional de Saúde do Norte, está a ter resultados positivos e que era para ser posta em prática no resto do país. Algo que não avançou.

O gabinete de Marta Temido assegura que as urgências hospitalares estão a ser estudadas mas que ainda é demasiado cedo anunciar soluções. Até lá, 623 mil utentes não têm médico de família.

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