Incêndios: Mais de 2.400 bombeiros combatem vários fogos ativos

Incêndios: Mais de 2.400 bombeiros combatem fogos ativos
Lusa/ Miguel Pereira da Silva

Mais de 2.400 bombeiros combatiam às 18:00 de hoje os 26 fogos ativos no país, com mais de mil operacionais concentrados no distrito de Leiria, segundo a Proteção Civil.

De acordo com os dados disponíveis às 18:00 no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), no combate estavam 2.409 operacionais, apoiados por 686 veículos e 30 meios aéreos.

O incêndio que deflagrou na sexta-feira às 14:50 em Vale de Pia, na freguesia de Abiul (concelho de Pombal), tendo depois alastrado ao município vizinho de Ansião, também no distrito de Leiria, é o fogo que mobiliza mais meios, num total de 519 bombeiros, apoiados por 132 viaturas e três meios aéreos.

Segundo as informações divulgadas ao final da manhã pelo comandante nacional da ANEPC, André Fernandes, neste incêndio já foram afetadas “12 habitações, uma ‘roulotte’, dois armazéns, um aviário e uma serração”.

Também ao final da manhã, o presidente da Câmara de Ansião, António Domingues, reclamou mais meios aéreos, salientando não querer uma tarde como a de quarta-feira.

Igualmente no distrito de Leiria, o fogo que teve início na terça-feira na Caranguejeira, e que esta madrugada chegou a entrar “em resolução”, sofreu uma reativação e continua a mobilizar 294 operacionais, com 86 veículos e um meio aéreo.

Segundo disse à Lusa pelas 13:00 o vereador com o pelouro da Proteção Civil da Câmara de Leiria, Luís Lopes, houve várias reativações no perímetro do incêndio, nomeadamente em Portela do Outeiro, Lourais e Crasto, na União de Freguesias de Colmeias e Memória.

Outro fogo que deflagrou também no concelho de Pombal na terça-feira, na localidade de Barrocal-Sicó, continua a mobilizar mais de 170 bombeiros, com 55 viaturas e um meio aéreo.

Quase 400 operacionais continuam ainda mobilizados para o fogo que deflagrou na quarta-feira na localidade de Pinheiro da Bemposta, no concelho de Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro. O combate às chamas está a ser apoiado por 386 bombeiros e 127 veículos.

Também na quarta-feira deflagrou um fogo no concelho de Seia, distrito da Guarda, que está a ser combatido por 199 bombeiros, 64 viaturas e dois meios aéreos. Este incêndio já chegou a estar “em resolução”, mas foi novamente reativado.

No distrito de Viseu, mobilizados para o fogo que teve início no município de Mangualde, na localidade de Vila Mendo de Tavares, na madrugada de quarta-feira, estão ainda quase 194 operacionais, com 52 veículos e quatro meios aéreos. Tal como o incêndio de Seia, também neste caso a Proteção Civil chegou a colocá-lo como “em resolução”, mas foi posteriormente considerando como “ativo”.

O incêndio que deflagrou na terça-feira à noite na freguesia de Montenegro, concelho de Faro, e que na quarta-feira passou para o concelho de Loulé, foi dado como dominado hoje às 09:19 e às 18:00 já se encontra extinto, mobilizando, contudo, 272 operacionais e 97 veículos.

Portugal Continental está em situação de contingência até às 23:59 de sexta-feira devido às previsões meteorológicas, com temperaturas que podem ultrapassar os 45º em algumas partes do país, e ao risco de incêndio.

A situação de contingência corresponde ao segundo nível de resposta previsto na lei da Proteção Civil e é declarada quando, face à ocorrência ou iminência de acidente grave ou catástrofe, é reconhecida a necessidade de adotar medidas preventivas e ou especiais de reação não mobilizáveis no âmbito municipal.

Oito distritos de Portugal continental mantêm-se sob aviso vermelho, o mais grave, devido ao tempo quente, com mais de uma centena de concelhos em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Para as 18:30 está agendada uma reunião entre os ministros da Administração Interna, da Defesa Nacional, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Saúde, do Ambiente e Ação Climática e da Agricultura e Alimentação, para avaliar as medidas adotadas no âmbito da declaração de situação de contingência e decidir sobre o seu prolongamento.