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Portugal

Investigadores portugueses estudam benefícios das algas na regeneração da pele

Projeto Algalup está a ser desenvolvido no Instituto Politécnico da Guarda e é financiado por fundos europeus.

10 Abril, 2021 - 11:34

Virginia Galván
Instituto Politécnico da Guarda

Um grupo de investigadores do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) está a estudar os benefícios das macroalgas na biomedicina e na cosmética, “nomeadamente no processo de cicatrização e na regeneração da pele”.

O projeto Algalup, que foi dado a conhecer hoje pela instituição, é financiado por fundos europeus e tem como objetivo “dinamizar a utilização das macroalgas existentes na zona costeira de Portugal e da Galiza”.

“Apesar de as algas marinhas serem um recurso natural pouco explorado em Portugal, os seus nutrientes e compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias podem ter uma grande influência na melhoria da saúde”, refere em comunicado Paula Coutinho, investigadora do projeto Algalup e docente na Escola Superior de Saúde do IPG.

Na mesma nota, a especialista revela que o grupo de trabalho, que é composto por investigadores portugueses e e galegos, está a investigar “as propriedades de dois géneros de algas – ‘Codium’ e ‘Osmundea’ – para a produção de sistemas biomédicos com aplicação na promoção da cicatrização da pele e no tratamento de infeções e, ainda, no reforço do sistema imunitário”.

Nas palavras da investigadora, os primeiros resultados do estudo que está a ser realizado no Centro de Potencial e Inovação de Recursos Naturais do IPG “revelaram avanços positivos na área do tratamento de doenças inflamatórias e infeções da pele”.

“Começámos por extrair polissacarídeos das algas secas e caracterizá-los enquanto biomateriais para aplicação na biomedicina. Posteriormente, reutilizamos os extratos/resíduos da extração para produzirmos nanopartículas de prata. Este processo permitiu-nos aplicar as propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias destes polissacarídeos na regeneração da pele, e no tratamento das infeções”, explicou.

Segundo o presidente do IPG, Joaquim Brigas, a “unidade de investigação está focada no desenvolvimento de novos produtos na área da biomedicina e na transferência de conhecimento para a sociedade (…)”.

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