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Portugal

José Sócrates: “Venho para assinalar um momento importante na justiça portuguesa”

Ex-primeiro-ministro chegou ao Campus de Justiça para a leitura da decisão instrutória, às 14:30.

9 Abril, 2021 - 13:58

Daniela Carrilho

Daqui a pouco, o juiz Ivo Rosa fará a leitura do despacho de pronúncia, que terá mais de seis mil páginas, onde se ficará a saber se José Sócrates irá a julgamento por todos os crimes de que é acusado, se apenas por alguns delitos que lhe são imputados pelo Ministério Público ou se não se sentará no banco dos réus.

“Venho aqui porque não está no meu temperamento ficar em casa quando alguma coisa de tão importante se decide e me diz respeito (…) Em segundo lugar, venho para assinalar um momento importante na justiça portuguesa. É a primeira vez, durante o processo Marquês, que um tribunal decide comunicar diretamente aos interessados uma decisão e não comunicá-la através dos jornalistas”, afirmou José Sócrates, em declarações aos jornalistas, na chegada ao tribunal.

“É absolutamente inaceitável que o presidente do Conselho Superior da Magistratura se tenha permitido ao longo de meses fazer comentários públicos sobre o caso”, disse ainda.

As críticas do antigo primeiro-ministro estenderam-se aos meios de comunicação social, que são acusados de criar uma “obscena campanha mediática para condicionar a decisão do tribunal e a liberdade do juiz”.

“Ao longo destes meses, o jornalismo português, por influência do Ministério Público, tem procurado condicionar a decisão do tribunal e fê-lo ao longo de vários meses”, acusou.

O processo envolve também Ricardo Salgado, Armando Vara e os antigos administradores da PT, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro. No total, são 28 arguidos acusados de um esquema de corrupção.

No processo estão em causa 189 crimes económico-financeiros, sustentando a acusação que José Sócrates recebeu cerca de 34 milhões de euros, entre 2005 e 2015, a troco de favorecimentos a interesses de Ricardo Salgado no Grupo Espírito Santo (GES) e na PT, bem como para garantir a concessão de financiamento da Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento turístico Vale do Lobo, no Algarve, e por favorecer negócios, nomeadamente fora do país, do Grupo Lena.

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