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Portugal

Jovem desaparecida há sete dias na Amadora

Exclusivo Record TV
Sofia Gil, de 15 anos, desapareceu na madrugada de dia 23 de março.

29 Março, 2019 - 15:12

Daniela Carrilho

A mãe deu o alerta do desaparecimento da menina, que tinha completado 15 anos no dia 10 de março. A jovem tinha o cabelo pelos ombros e estava vestida com calças de ganga pretas, camisola preta com capucho e ténis brancos. Consigo tinha uma bolsa preta e um saco cor de rosa.

Durante a noite, fugiu da casa de familiares do padrasto e ficou incontactável, deixando a mãe, Rosa Laranjeira, em absoluto desespero.

Contudo, esta história tem contornos muito específicos que devem ser esclarecidos.

Tudo começou quando Rosa Laranjeira pediu mediação familiar à CPCJ de Cascais, uma vez que Sofia Gil era uma adolescente muito rebelde e só queria ser livre para fazer o que lhe apetecia.

A verdade é que o pedido de ajuda se transformou num pesadelo. De acordo com o Dr. Gameiro Fernandes, advogado de Rosa, em declarações exclusivas à Record TV, o tribunal de Cascais entregou a jovem a uma mulher, funcionária da sua escola, que pouco tempo depois pediu ao tribunal para que a menina fosse institucionalizada, por não ter condições financeiras nem logísticas para a manter.

Sofia foi entregue à Obra Padre Gregório, em Sintra. A contínua falta de liberdade fez com que tentasse fugir inúmeras vezes da instituição.

Rosa lutou com todas as forças para voltar a ter a custódia da filha e acabou por conseguir. Para deixar os maus momentos para trás e iniciar uma vida estável para Sofia, a mãe mudou-se para Portimão, no Algarve.

Sofia vinha diferente e com comportamentos ainda piores. Chegou a acusar a própria mãe de maus tratos e até de abuso sexual, que mais tarde acabou por negar perante o tribunal. Mas, como ela não lhe dava a liberdade que ambicionava, a jovem chegou a automutilar-se para chamar a atenção da progenitora.

Há um mês, e por não conseguir controlar a condição psiquiátrica de Sofia, Rosa Laranjeira pediu ao tribunal para promover um internamento compulsivo para tratamento da filha. As autoridades competentes ignoraram o pedido.

Uma semana antes do desaparecimento, a mãe descobriu mensagens entre Sofia e um homem, alegadamente preso, que lhe dizia para ir ter consigo.

No sábado, a jovem veio com a mãe e o padrasto para a zona da Amadora, para visitar os familiares do companheiro da mãe. De madrugada, escapuliu-se de casa e desapareceu sem deixar rasto.

À Record TV, Rosa Laranjeira mostra-se desesperada com a fuga da filha, temendo que possa estar envolvida numa rede de prostituição ou numa rede internacional de tráfico de menores.

 

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