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Portugal

Legionella: Ramirez anuncia teste negativo a torre de refrigeração

Surto da doença já vitimou recentemente nove pessoas.

20 Novembro, 2020 - 12:04

Record TV com Lusa

Na terça-feira, como medida cautelar, a Autoridade de Saúde da ULS de Matosinhos procedeu à suspensão do funcionamento das torres de refrigeração de duas empresas no concelho de Matosinhos, a Ramirez e a LongaVida.

Em conferência de imprensa, a diretora de controlo de qualidade da Ramirez, Fátima Barata, anunciou o resultado da análise na sequência da visita do delegado de saúde.

“Esta tarde a ARS Norte contactou-nos para comunicar e confirmar o que já sabíamos: as análises realizadas à nossa torre de arrefecimento deram resultado negativo”, comunicou a responsável.

Enfatizando que a empresa “cumpre escrupulosamente” as suas obrigações, com duplo controlo, a responsável deu também conta de “duas análises, em dois laboratórios, acreditados e independentes, a MicroChen e a Biogerm (…) ambos com resultados negativos, atestando a ausência de legionella pneumophila na instalação” da Ramirez, feitas “após a visita do delegado de saúde de Matosinhos” e “sem prévia intervenção na torre de arrefecimento”.

Neste contexto, continuou Fátima Barata, os resultados obtidos “ilibam a Ramirez de qualquer relação ao surto de legionella” que afeta os concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

“Nunca foi detetada legionella em nenhuma das nossas torres”, insistiu a diretora da Ramirez, especificando que, em termos técnicos, a pesquisa da bactéria “obriga a um crescimento de 10 dias para se ter a certeza da sua existência”.

E prosseguiu: “existe outro teste, que pode ser indicativo, de conteúdo genético, para verificar se existem partículas mortas ou vivas. De facto, no dia 09 [de novembro], quando cá esteve o delegado de saúde, fez-se um teste e esse indicador deu positivo, daí ter sido suspensa a torre”.

A conserveira Ramirez, assegurou Fátima Barata, faz “controlo duplo, porque tem um plano de controlo da legionella e de outro tipo de água que acontece de dois em dois meses, e a última análise foi em agosto”.

“Uma empresa, mais técnica, que colabora connosco faz análises de três em três meses, e a última foi a 06 de outubro. E estava tudo bem”, acrescentou a responsável.

O número de pessoas internadas devido ao surto de legionella na região do Grande Porto diminuiu para 17, com a recuperação de três doentes que hoje tiveram alta.

Desses três doentes recuperados, dois verificaram-se no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde continuam internadas 10 pessoas, tendo a outra alta sido registada no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, que ainda presta assistência quatro pacientes.

No Hospital S. João, no Porto, mantêm-se três pessoas internadas.

O número de casos de legionella diagnosticados desde o início de surto, a 29 outubro, não sofreu hoje alterações, mantendo-se nos 85, registando-se as mesmas nove mortes devido a complicações associadas à doença.

A empresa de produtos lácteos Longa Vida, em Matosinhos, confirmou que foi uma das empresas a ter desligado as suas torres de refrigeração “a título preventivo”.

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