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Portugal

Mais de metade das vítimas de crimes de ódio não apresenta queixa

Hoje é Dia Europeu da Vítima de Crime. O racismo e a orientação sexual são as principais razões discriminatórias.

22 Fevereiro, 2019 - 16:58

Patrícia de Freitas

A cor de pele, a nacionalidade, a orientação sexual ou até as características físicas. Estas são algumas razões de preconceito e discriminação.

Um insulto, um comentário infeliz e a agressão física, seja na rua, em casa ou no local de trabalho, são crimes de ódio.

O mais recente estudo da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, baseado numa amostra de 810 pessoas, concluiu que mais de metade dos que assumiram ter sido alvo desses crimes não apresentou queixa às autoridades competentes. E a dor acaba por ser sofrida em silêncio.

Para a APAV, a grande surpresa deste inquérito foi perceber que 97% dos inquiridos conhece ou já ouviu falar dos conceitos de crime de ódio ou violência discriminatória.

As práticas discriminatórias mais comuns são tão simples como a limitação a uma atividade económica e a recusa de acesso a bens ou serviços, sendo que o racismo, orientação sexual e identidade de género lideram o topo das queixas.

Joana Menezes, responsável pela Rede de Apoio a Vítimas Migrantes e de Discriminação da APAV, refere que os crimes de ódio carecem de atenção em Portugal.

“Precisamos de mais números, mais estatísticas e de conhecer o fenómeno para podermos apoiar as vítimas e para que elas tenham acessos aos seus direitos”, acrescenta.

Os dados foram oficializados esta sexta-feira, Dia Europeu da Vítima de Crime.

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